Nissan vai cortar produção de veículos no Japão, Europa e EUA

Terceira maior montadora japonesa também anuncia a demissão de 780 trabalhadores temporários devido à crise

Danielle Chaves, da Agência Estado

21 de outubro de 2008 | 09h12

A japonesa Nissan Motor, cujo presidente é o franco-brasileiro Carlos Ghosn, está reduzindo sua produção nos Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Espanha como conseqüência da queda nas vendas em todo o mundo, causada pela crise financeira global e por temores de uma recessão.   Veja também: Opep pode cortar produção em até 2,5 mi de barris por dia Japão indica que grandes bancos podem receber recursos públicos Rússia deve ter cuidado no uso de reservas, diz ministro Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     A Nissan - na qual a francesa Renault tem 44% de controle - anunciou planos para cortar a produção no Japão em 65 mil unidades entre novembro e março de 2009 e para demitir 780 trabalhadores temporários em duas fábricas naquele país, onde a montadora fabrica os modelos de luxo Luxury e veículos esportivos utilitários para o mercado norte-americano. A meta de produção da Nissan no Japão para o ano fiscal que terminará em março de 2009 é de 1,39 milhão de unidades.   A terceira maior montadora do Japão em volume de vendas também disse que vai interromper a produção por três dias neste mês em suas fábricas nos Estados do Tennessee e Mississippi, nos EUA. As vendas da Nissan nos EUA caíram 37% em setembro, à medida que a crise do crédito e a piora das condições econômicas empurram as vendas de montadoras para seu nível mais baixo em 15 anos.   Na Europa, as vendas da Nissan diminuíram 5,5% em setembro. No Reino Unido, onde as vendas tiveram redução de 27% no mês passado, a Nissan vai interromper a produção na fábrica de Sunderland por duas semanas e diminuir o expediente durante três semanas. Na Espanha, as vendas recuaram 23% em setembro, levando a Nissan a anunciar no começo deste mês que iria cortar 1.680 empregos em sua fábrica de Barcelona. A montadora afirma que vai reduzir a força de trabalho por meio de afastamento voluntário e demissões até setembro de 2009.   A Nissan pretende vender 3,9 milhões de veículos durante o ano fiscal que termina em março do próximo ano. As vendas cresceram 6,9% entre abril e junho deste ano, impulsionadas pelo forte crescimento na China, Rússia e Oriente Médio. A Nissan não comentou se planeja revisar sua meta de vendas quando anunciar os resultados financeiros do período de abril a setembro, no dia 31 de outubro. As informações são da Dow Jones.

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