No 2º dia de greve, bancários param centros administrativos e agências

Bancários levaram faixas e foram protestar em frente a alguns centros administrativos, como a Cidade de Deus, do Bradesco 

Economia & Negócios,

20 de setembro de 2013 | 13h32

SÃO PAULO - Apesar de os bancários afirmarem que o foco da greve é a paralisação em centros administrativos, algumas agências bancárias também estão sendo afetadas no segundo dia de greve da categoria, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. O balanço oficial de quantos trabalhadores pararam e quantas agências ficaram fechadas sai às 17 horas nesta sexta-feira.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) afirma que "tem com as lideranças sindicais uma prática de negociação pautada pelo diálogo (...). Nos últimos anos, porém, tem sido recorrente que as lideranças sindicais tenham um calendário próprio para deflagração de greve, independente dos espaços de negociação".

Segundo a Federação, a maioria das agências e dos canais alternativos de atendimento estão funcionando. "Os bancos respeitam o direito à greve, entretanto, farão tudo que for necessário e legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários aos estabelecimentos bancários", diz a Fenaban.

No segundo dia de greve, os bancários levaram faixas e foram protestar na frente de alguns centros administrativos, como a Cidade de Deus, do Bradesco, onde trabalham 15 mil funcionários, segundo o sindicato.

Além da Cidade de Deus, também houve paralisação em frente a outras concentrações, como o centro administrativo Casa 2, do Santander, na zona sul de São Paulo. Nele há cerca de 1,4 mil trabalhadores entre bancários e terceirizados. No mesmo condomínio empresarial, funciona o setor Rodea, da Caixa Federal.

Outra concentração parada foi a do Centro Administrativo Brigadeiro, do Itaú, na Avenida Brigadeiro Luis Antonio.

Nesta quinta-feira, 19, o balanço contabilizou a adesão de 18 mil trabalhadores do setor, de um total de 140 mil. Além disso, informa a entidade, 580 locais de trabalho, sendo nove centros administrativos, fecharam as portas na região de São Paulo.

Veja abaixo a lista de reivindicações dos bancários:

* Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

* PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

* Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

* Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

*Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral.

* Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

* Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

* Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

* Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

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