Nos EUA, setor privado cria 91 mil vagas em setembro

O número ficou acima da expectativa de economistas, de que seriam criados 75 mil postos no período

Danielle Chaves e Álvaro Campos, da Agência Estado,

05 de outubro de 2011 | 09h34

O setor privado norte-americano criou 91 mil empregos em setembro, em comparação a agosto, em base sazonalmente ajustada (ou seja, levando em conta os efeitos temporais), segundo o relatório da ADP/Macroeconomic Advisers. O número ficou acima da expectativa de economistas, de que seriam criados 75 mil postos no período. O resultado é considerado um indicador da direção do relatório do mercado de trabalho do governo norte-americano, que engloba dados do setor público e que será divulgado na sexta-feira.

Ainda nessa quarta-feira, a consultoria Challenger, Gray & Christmas divulgou que o número de demissões anunciadas por grandes empresas dos EUA subiu para 115.730 em setembro, o pior resultado desde abril de 2009. Em setembro do ano passado haviam sido anunciadas 37.151 demissões.

Segundo o relatório, o setor militar foi o maior responsável pelas demissões no mês passado, sendo que o Bank of America (BofA) responde por outra porção generosa desse volume. O executivo-chefe da consultoria, John A. Challenger, lembrou que o Exército e o BofA responderam por 70% das demissões e que nenhum desses dois cortes de vagas foi causado pela fragilidade da economia. "Mas esses podem ser sinais de que mais cortes estão por vir", comentou.

No acumulado do ano, o governo norte-americano e instituições sem fins lucrativos lideraram a lista de demissões anunciadas, totalizando 159.588. Em segundo lugar aparece o setor financeiro, com corte de 54.013 vagas, seguido do varejo, defesa e saúde.

As informações são da Dow Jones.

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