Nuvemshop/Divulgação
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Seguindo passos do Mercado Livre, unicórnio Nuvemshop cria meio de pagamento

Empresa de soluções de comércio eletrônico para pequenos e médios varejistas batizou plataforma de Nuvem Pago, inspirado no Mercado Pago, e vai investir R$ 150 milhões na área

André Jankavski, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2021 | 06h00

A Nuvemshop, que se tornou um unicórnio há dois meses, segue os passos da sua conterrânea Mercado Livre. A empresa, que surgiu como uma plataforma para criação de lojas online para pequenos e médios negócios na Argentina, acaba de anunciar o lançamento de sua plataforma de meios de pagamento, o Nuvem Pago. O investimento total será de R$ 150 milhões e acontece menos de 30 dias após o anúncio da aquisição da Mandaê, que também marcou a estreia da empresa no sistema próprio de logística.

Segundo Rodrigo Rivera, vice-presidente de estratégia da Nuvemshop, o nome e o caminho traçado podem ser parecidos com os do Mercado Livre com o Mercado Pago, mas a empresa continuará focando mais nos lojistas e não pretende atuar no marketplace. “Não somos e nem seremos uma loja para os consumidores e a nossa ideia não é nem vender meios de pagamento para terceiros, somente para os nossos lojistas”, diz ele.

De acordo com o executivo, o Nuvem Pago virá como mais uma opção para os lojistas dentro da plataforma da Nuvemshop. Hoje, os clientes já podem acessar serviços financeiros de parceiras como Stone e o próprio Mercado Pago, e assim continuará sendo. Porém, o Nuvem Pago surge com um grande diferencial competitivo: a empresa não cobrará nenhuma taxa de ativação, mensalidade e ainda oferecerá isenção de tarifa nas vendas dos clientes. Maquinhas, aliás, também estão nos planos.

Esse tipo de benefício deve continuar mesmo no futuro. Rivera afirma que não se trata de opção, mas de uma forma de atrair mais clientes e construir uma base maior. A empresa também está criando uma conta digital para oferecer aos clientes. Por enquanto, a conta não possui depósito remunerado, como diversas carteiras digitais e outros concorrentes oferecem, e nem cartão de débito. Isso, no entanto, está nos planos.

“Com o tempo podemos oferecer outros serviços, como seguros, pagamento de folhas e cartões. Mas depósitos e saques e outras funcionalidades mais simples já estão funcionando”, diz Rivera. 

O executivo afirma que está de olho em potenciais aquisições nesse mercado, mas que a empresa consegue crescer a ferramenta com as próprias pernas. Em agosto, a Nuvemshop recebeu um aporte de R$ 2,6 bilhões, o que fez a empresa ser avaliada em US$ 3,1 bilhões.

Trazendo mais serviços para os lojistas, a Nuvemshop pretende aumentar a penetração de pequenos e médios lojistas na internet. Segundo estimativas da própria companhia, apenas 1,5% das PMEs são digitalizados, o que permite uma grande via de crescimento. Agora, a empresa também está de olho em negócios maiores, com vendas acima dos R$ 100 milhões por ano e, dessa maneira, aumentar o seu próprio faturamento em 20 vezes nos próximos cinco anos.

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