Nossa Caixa estima crescimento de 50% no crédito em 2009

Instituição atuará mais fortemente no segmento de grandes empresas e agronegócios no próximo ano

Gustavo Porto, da Agência Estado,

14 de agosto de 2009 | 11h41

A carteira de crédito da Nossa Caixa deverá registrar uma expansão de 50% neste ano, estimou nesta sexta-feira, 14, o presidente do banco, Demian Fiocca. Para obter o resultado, a instituição deve atuar mais fortemente no segmento de grandes empresas e agronegócios, segundo o executivo. A Nossa Caixa encerrou o segundo trimestre com um total de R$ 17,050 bilhões em financiamentos, alta de 61% em relação a junho de 2008 e de 22,3% na comparação com os três primeiros meses deste ano.

 

A Nossa Caixa também tem planos de reforçar a atuação no mercado de capitais, de acordo com Fiocca. "O segmento responde por grande parte do volume dos grandes bancos", lembrou. Entre as operações nas quais a instituição - adquirida em novembro passado pelo Banco do Brasil - pretende ampliar a presença, ele mencionou as emissões de debêntures, Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e empréstimos sindicalizados. "Essas operações eram feitas bastante modestamente na Nossa Caixa", disse o executivo, que participou de uma reunião com empresários de Ribeirão Preto, no interior paulista.

 

Para o agronegócio, o banco prevê ampliar as concessões de crédito em mais de 70% na safra 2009/2010 ante o período anterior, de menos de R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão. "Vamos operar todas as linhas de crédito agrícola no limite máximo que o Conselho Monetário Nacional (CMN) permitir", afirmou.

 

O presidente da Nossa Caixa disse ainda esperar por uma mudança no discurso dos bancos privados em relação à menor oferta de crédito. Para ele, as instituições voltarão a acelerar o ritmo de empréstimos no terceiro trimestre. "A expectativa é que o crédito nos bancos privados volte a crescer, pois as instituições são sólidas e têm capacidade boa de se expandir", afirmou. Na avaliação de Fiocca, o pior da crise no Brasil ficou para trás e o momento é de recuperação do País.

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