Nossa Caixa tem prejuízo de R$ 139,5 mi no 2º trimestre

Banco viu resultado negativo reverter lucro líquido de R$ 410,898 milhões de igual período de 2008

ALINE CURY ZAMPIERI, Agencia Estado

12 de agosto de 2009 | 09h54

O banco Nossa Caixa registrou prejuízo de R$ 139,551 milhões no segundo trimestre de 2009, revertendo lucro líquido de R$ 410,898 milhões de igual período de 2008. O resultado bruto da intermediação financeira foi de R$ 760,516 milhões, com queda de 5,78%, e o resultado operacional negativo cresceu 179,87%, para R$ 144,965 milhões.

O banco diz em nota que o lucro recorrente, excluindo os ajustes para equalização de critérios adotados pelo controlador e as despesas com provisão para contingências cíveis referentes aos planos econômicos, foi de R$ 89,9 milhões. A instituição diz que realizou no segundo trimestre alguns ajustes necessários tendo em vista a incorporação pelo Banco do Brasil, prevista para o segundo semestre.

Foram reconhecidas obrigações em linha aos critérios adotados pelo Banco do Brasil, que resultaram em provisionamento de despesas adicionais no valor de R$ 155,2 milhões. Além destes ajustes, foram provisionadas despesas para contingências cíveis referentes aos planos econômicos no valor de R$ 146,2 milhões (R$ 87,7 milhões líquidos dos efeitos tributários). Estas despesas impactaram negativamente o resultado do segundo trimestre em R$ 229,5 milhões, contabilizando o resultado negativo de R$ 139,5 milhões no segundo trimestre de 2009.

A Nossa Caixa diz ainda que as operações de crédito atingiram R$ 17 bilhões ao final de junho de 2009, evolução de 23,3% em relação ao 1º trimestre de 2009, de 32,2% no semestre e de 61% no comparativo de 12 meses. O desempenho foi bastante favorável quando comparado à evolução registrada pelo Sistema Financeiro Nacional, de 2,8% no trimestre, 4,2% no semestre e 19,7% em 12 meses, diz o banco.

O incremento da carteira de operações de crédito foi resultado da estratégia adotada pelo banco Nossa Caixa de atuar fortemente no crédito consignado, inclusive realizando a compra de carteira de créditos consignados de outras instituições financeiras. O total de compras de carteiras no segundo trimestre de 2009 foi de R$ 2,9 bilhões.

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