FOTO SORAYA URSINE / ESTAD?O
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‘Nosso futuro está longe dos Estados Unidos’, diz cofundador do Pinterest

Com 200 milhões de usuários, Pinterest só lançou plataforma de publicidade em países de língua inglesa e na França

Entrevista com

Evan Sharp, cofundador do Pinterest

Fernando Scheller, enviado especial Cannes, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2018 | 04h00

Criado há oito anos, o Pinterest está fazendo um lançamento escalonado de sua plataforma de publicidade. Por enquanto, a monetização do serviço de imagens se restringe aos países de língua inglesa e a uma operação em fase de testes da França. Apesar do foco em países desenvolvidos, o cofundador da empresa, Evan Sharp, diz que o Brasil é um dos países de forte crescimento da companhia, com ampliação de 100% do total de usuários nos últimos 12 meses. “O futuro da empresa está fora dos Estados Unidos.”

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O Brasil concentra cerca de 19 milhões de visitantes únicos da plataforma, que tem cerca de 200 milhões de usuários ativos no mundo e faturou US$ 490 milhões em 2017. Como o serviço de publicidade do Pinterest ainda não chegou por aqui, Sharp diz que os pequenos empresários brasileiros podem usar esse fator a seu favor: “Por enquanto, os empreendedores podem criar uma conta gratuita e passar suas mensagens, permitindo que as pessoas descubram seus produtos.”

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Qual a diferença entre o Pinterest e outras redes sociais?

O Pinterest, em nossa visão, não é uma rede social, mas uma ferramenta que as pessoas usam para descobrir ideias. Algumas dessas ideias são usadas no dia a dia – como decoração, culinária e moda – e outras podem ser mais especiais, como uma decisão sobre onde tirar férias ou a busca pela residência dos sonhos. 

Se as pessoas buscam certas imagens, elas estão interessadas em comprar produtos relacionados a elas? Isso é uma vantagem para o Pinterest? 

É. Os usuários estão considerando ativamente uma compra, pois estão buscando algo que almejam. Essa é uma forma de tornarmos nossa oferta de publicidade mais interessante.

E como os pequenos negócios podem usar a plataforma?

A importância dos pequenos negócios só tende a crescer. Para os empresários brasileiros, é um momento propício para usar o Pinterest, uma vez que ainda não iniciamos nosso negócio de publicidade no País. Então, por enquanto, eles podem criar uma conta gratuita e passar suas mensagens, permitindo que as pessoas descubram seus produtos.

E como está a questão da monetização do Pinterest?

Começamos pelos EUA e já estamos presentes em outros países de língua inglesa. Acabamos de iniciar testes para a área de publicidade na França e devemos expandir para outros países em um futuro próximo. Ainda não sabemos quando isso ocorrerá no Brasil.

Qual é a importância do Brasil para a plataforma?

Podemos dizer que o Brasil cresceu 100% ao longo dos últimos 12 meses. É um mercado especialmente forte dentro da América Latina.

O que mudou nos últimos tempos para justificar esse avanço?

Começamos a mostrar ideias que estão próximas às pessoas. Como o Pinterest não mostra só fotos, mas links relacionados aos interesses de cada pessoa, percebemos que, se você vive em São Paulo, não adianta mostrar uma receita da Espanha, que vai exigir ingredientes que não estão disponíveis em sua região. Queremos ser uma plataforma em que as pessoas possam transformar suas ideias em realidade. E a busca pela localização é algo novo no Brasil, começou há dois anos.

Como o Instagram afeta o Pinterest?

Google, Facebook e Instagram são ameaças. Em relação ao Instagram, a nossa principal diferença competitiva é o fato de não sermos só um serviço de imagens bonitas. No Pinterest, fornecemos links para roupas que você pode comprar e receitas que você pode vir a preparar. Então, os serviços vendem ideias diferentes. 

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