Nova associação de aéreas quer desonerar querosene de aviação

As principais empresas aéreas brasileiras querem reduzir os encargos que hoje representam 14,7 por cento do preço do querosene de aviação, disse nesta terça-feira o presidente da recém-criada Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

Reuters

21 de agosto de 2012 | 17h39

Segundo ele, entre esses encargos estão os custos com frete, uso de dutos e uma taxa que é repassada para o Fundo da Marinha Mercante.

"Não queremos ser subsidiados, mas o querosene é cobrado como se fosse, em sua maior parte, importado", disse Sanovicz, referindo-se especialmente à taxa de frete que, segundo ele, equivale sozinho a 7 por cento do preço do combustível usado nas aeronaves.

Anunciada oficialmente hoje, a Abear reúne as companhias Gol, TAM, Trip, Azul e Avianca. A associação cuidará da representação institucional junto a governo e agência reguladora.

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), que antes era a única entidade nacional das principais empresas do setor, vai agora se concentrar nas negociações sindicais e em questões jurídicas.

O presidente da Abear disse que as companhias aéreas também querem que o governo mantenha no texto da Medida Provisória (MP) do plano Brasil Maior a inclusão das empresas áreas entre os setores que poderão mudar a contribuição patronal ao INSS, saindo dos 20 por cento da folha de pagamento para 1 por cento do faturamento.

Sanovicz disse ainda que as empresas aéreas são favoráveis às concessões de aeroportos. "A nossa preocupação é apenas com a forma de regular as tarifas (cobradas nos aeroportos)", disse.

(Reportagem de Leonardo Goy)

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