Nova pesquisa de serviços será incorporada ao cálculo do PIB no 3º trimestre

A nota técnica será divulgada cerca de um mês antes da divulgação do PIB do terceiro trimestre, prevista para 3 de dezembro 

Vinicius Neder, da Agência Estado,

21 de agosto de 2013 | 13h19

RIO - Entre o fim de outubro e o início de novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará uma nota técnica sobre como a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), cuja divulgação foi inaugurada hoje, será utilizada no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, a nova pesquisa começa a ser usada no cálculo do PIB já nos dados referentes ao terceiro trimestre.

"Na divulgação do PIB, no fim de agosto, relativo ao segundo trimestre, já vamos dar um briefing do que vai ser feito", adiantou Olinto. "No terceiro trimestre, (a PMS) já vai ser incorporada nos resultados da série das contas trimestrais", completou.

A nota técnica será divulgada cerca de um mês antes da divulgação do PIB do terceiro trimestre, prevista para 3 de dezembro. Segundo Olinto, o documento trará indicações metodológicas sobre como a PMS será aproveitada e uma definição sobre qual deflator será usado para incorporar a nova pesquisa às contas nacionais.

Ao término da coletiva, a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, expressou "enorme satisfação" com o lançamento da PMS, "suprindo uma lacuna importante". "Sentíamos falta porque os serviços vêm ganhando peso no mundo. E o padrão do comportamento de curto prazo do setor não era conhecido", disse.

Wasmália chamou atenção ainda para o desafio, para o IBGE, de construir mais indicadores à medida que cobre mais setores da economia. No caso da PMS, gera-se uma demanda por índices de preços de serviços.

Inicialmente, a PMS trará apenas dados de receita bruta nominal. Segundo o técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, um grupo de trabalho para estudar o melhor deflator para a pesquisa será formado. O objetivo é começar a divulgar dados reais, com a inflação descontada, em 2014.

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