Nova Zelândia diz que Petrobrás desistiu de negócio no país

Estatal brasileira obteve em 2010 permissão para explorar petróleo e gás, mas desistiu da operação por ‘decisão comercial’, segundo o governo neozelandês

Danielle Chaves, da Agência Estado,

04 de dezembro de 2012 | 07h29

WELLINGTON - Os esforços da Nova Zelândia para atrair companhias estrangeiras do setor de petróleo e gás receberam um golpe com a confirmação do governo de que a Petrobrás abriu mão de uma permissão para exploração no país.

O Ministério de Negócios, Inovação e Emprego neozelandês informou em um comunicado que a estatal brasileira abriu mão da permissão de exploração para a Bacia de Raukumara, no litoral leste na Ilha Norte do país. Geoff Davies, secretário de relações com a imprensa do ministro de Energia e Recursos Naturais, Phil Heatley, também confirmou a informação, mas a Petrobrás ainda não fez um anúncio oficial.

"Essa é uma decisão comercial, baseada em vários fatores, incluindo como a companhia vai priorizar sua carteira de petróleo e exploração em todo o mundo", disse Kevin Rolens, diretor do Ministério de Negócios, Inovação e Emprego. Um porta-voz da Petrobrás não pôde imediatamente confirmar a informação.

A Petrobrás recebeu em 2010 permissão do governo neozelandês para explorar o bloco PEP-52707, que cobre uma área de 12.330 quilômetros quadrados a uma profundidade de 1.000 metros. Além da Petrobrás, a Anadarko Petroleum, a OMV AG e a Royal Dutch Shell são algumas das empresas que têm explorado petróleo e gás na Nova Zelândia nos últimos anos. As informações são da Dow Jones.

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