Novo dono da bala Juquinha vai mudar embalagem

Novo dono da bala Juquinha vai mudar embalagem

Empresário carioca Antonio Tanque, ex-camelô e dono de uma distribuidora de doces, comprou marca paulista

O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2015 | 17h32

A Juquinha, tradicional marca de balas, acaba de ser vendida ao empresário carioca Antonio Tanque, ex-camelô que atualmente é dono de uma distribuidora de doces e de lojas no Mercadão de Madureira, um centro comercial popular no Rio de Janeiro. O negócio incluiu a marca e a fórmula do doce, mas não contemplou a antiga fábrica da empresa, em Santo André (SP). 

Tanque diz que vai manter o sabor e o nome Juquinha, mas que vai repaginar a embalagem. A nova bala Juquinha, que hoje traz na embalagem apenas o rosto de um garoto, trará o menino em atividades esportivas. “Já estamos nos preparando para a Olimpíada”, disse Tanque.

A Juquinha enviou um e-mail aos clientes em março comunicando que interromperia a produção. Os distribuidores não tiveram tempo de fazer pedidos para guardar a bala no estoque e hoje já falta bala no mercado. Criada nos anos 50, a marca ficou famosa especialmente na região Sudeste, como lembrancinha de festas infantis e como troco em padarias ou restaurantes.

O antigo dono da bala, o italiano Giulio Sofio, que adquiriu a empresa nos anos 80, tentava vender a empresa há quatro anos, mas queria encontrar um comprador para todo o negócio, incluindo a fábrica de Santo André (SP). Como não conseguiu, vendeu a marca e as fórmulas da bala e fechou a unidade.  

Tanque afirmou que vai voltar a produzir a bala em fábricas terceirizadas nos próximos meses. Segundo ele, a empresa está em negociação com a Doces Confirma, fabricante de Araras, para a fabricação do produto. “Queremos estar com as balas prontas para a festa de São Cosme e Damião (no dia 26 de setembro), e para o dias das crianças”, explicou Tanque.

A antiga fábrica da Juquinha produzia cerca de 60 toneladas por mês, volume que o novo dono pretende repetir. “Só a demanda no Rio de Janeiro é de 50 toneladas ao mês. No auge da história da bala, ela vendia 600 toneladas por mês. Quero voltar a vender isso”, disse Tanque.

O novo dono afirma que há possibilidades de incrementar o negócio com melhorias na distribuição da bala. Tanque deve utilizar a estrutura da sua distribuidora para atender o mercado carioca e firmar parcerias com outras distribuidoras para aumentar a participação de mercado da bala em outros Estados. 

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