Novo presidente do Santander Brasil quer ampliar crédito

O novo presidente do Banco Santander Brasil, Jesús Zabalba, quer levar a filial brasileira da instituição a ter pelo menos 10% do mercado brasileiro de crédito nos próximos três anos. Atualmente, a casa tem participação entre 8% e 9%. Na primeira entrevista concedida pelo executivo, que assumiu o cargo em 12 de junho, Zabalba diz que o crescimento será feito via desenvolvimento dos negócios existentes, mas que a casa está atenta a oportunidades de compra. "Se houver oportunidade, avaliamos", disse.

FERNANDO NAKAGAWA, ENVIADO ESPECIAL, Agencia Estado

27 de junho de 2013 | 08h28

"Nossa estratégia fundamental é o desenvolvimento do negócio recorrente. Em princípio, nosso objetivo fundamental é o desenvolvimento do negócio. Se houver oportunidade, avaliamos. Tentamos comprar a Credicard e ficamos em segundo lugar", disse, ao comentar o negócio fechado em maio com a compra da empresa por R$ 2,76 bilhões pelo Itaú Unibanco. Durante a entrevista, Zabalba negou que a instituição tenha qualquer interesse de venda ou converse com o Bradesco, como alguns rumores insinuaram nos últimos meses.

Apesar de reconhecer que o Santander está atento ao mercado, Zabalba afirma que a estratégia de crescer nos próximos anos será orgânica, com expansão da rede de atendimento e um relacionamento comercial mais profundo com os clientes.

"Queremos mais de 10% do mercado (de crédito) do Brasil em três anos. Hoje, temos entre 8% e 9%", disse. "Queremos ganhar participação de mercado e temos de crescer ganhando mercado dos concorrentes. Já terminamos nossa integração (com o Real ABN Amro), temos capital, tecnologia, canais e queremos ganhar participação de mercado a cada ano", explicou.

A estratégia do novo presidente do Santander Brasil é tentar ter ritmo de 1,5 vez o mercado de crédito pelos próximos anos. "Assim, se o mercado crescer 10, quero crescer 50% mais. Ou seja, 15", disse.

Entre os segmentos, nos negócios para as pequenas e médias empresas, por exemplo, o banco quer chegar a um milhão de contas e carteira de crédito de R$ 50 bilhões em três anos. Atualmente, a instituição tem 670 mil clientes nas PMEs e carteira de R$ 34 bilhões.

Nesse esforço para ganhar mercado, Zabalba afirma que vai "sacrificar um pouco a rentabilidade". "Mas queremos ganhar com mais relacionamento com os clientes, com mais créditos como o imobiliário", disse. O novo presidente defende o que classifica de "relação completa" do cliente com o banco. Ou seja, que clientes consumam mais produtos do banco, explica. Isso compensaria parte do menor spread cobrado em operações mais baratas, como o financiamento imobiliário.

O banco também pretende reforçar a rede de atendimento. "Queremos abrir agências em locais do País onde temos menos presença, em locais, por exemplo, onde o desenvolvimento rural é espetacular. Gostaria de ver mais agências do Santander na região do Recife, nas áreas próximas de Brasília, Goiás e Mato Grosso do Sul", disse.

Tudo o que sabemos sobre:
Santander BrasilZabalba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.