Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Nubank passa a oferecer negociações de criptomoedas em seu aplicativo

Objetivo é que a alternativa de investimento esteja disponível para todos os clientes do banco até o fim de junho; será possível investir a partir de R$ 1 em criptomoedas

Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2022 | 15h04

O Nubank vai passar a oferecer transações com criptomoedas em seu aplicativo, primeiro a uma parte da base de clientes no Brasil e, até o fim de junho, a todos eles. As transações começarão pelo Bitcoin e pela Ethereum, duas das principais criptomoedas do mundo, com valores a partir de R$ 1.

De acordo com o banco, a plataforma foi criada para reduzir a complexidade das transações, sem abrir mão da segurança para o usuário. A compra, a manutenção e a venda dos criptoativos poderá ser feita através do app da fintech, sem a necessidade de abertura de novas contas ou transferências de recursos.

O produto foi criado em parceria com a provedora de infraestrutura de blockchain Paxos, que atua como corretora e faz a custódia das criptomoedas no aplicativo do Nubank. Segundo a fintech, a parceria garante ainda a proteção global dos ativos dos clientes pelos principais reguladores de ativos digitais.

"Não existem dúvidas que as criptomoedas são uma tendência crescente na América Latina. Temos acompanhado o mercado de perto e acreditamos que existe um potencial transformacional na região", afirma em nota o CEO e confundador da fintech, David Vélez, que diz que a complexidade das plataformas reduz o potencial deste mercado.

Até aqui, os clientes do Nubank tinham acesso a fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) e fundos da NuInvest, a plataforma de investimentos do grupo. A nova oferta é realizada diretamente no aplicativo do neobanco.

Além de abrir a negociação de criptomoedas aos clientes, o Nubank anunciou uma alocação de aproximadamente 1% em Bitcoins por meio do caixa da Nu Holdings, empresa controladora do grupo, que é listada nas bolsas de São Paulo e de Nova York. Segundo a empresa, o movimento reforça sua convicção no potencial da criptomoeda.

O aumento da inflação e dos juros nos Estados Unidos tem pressionado as cotações da criptomoeda, que mais cedo era negociada abaixo de US$ 30 mil nos contratos futuros.

A fintech, que assumiu o compromisso de neutralizar as emissões de carbono de suas operações, afirma que contratou uma consultoria especializada para apoiá-la na integração dos criptoativos à estratégia que já pratica. Os criptoativos são questionados, do ponto de vista ambiental, por causa do gasto intensivo de energia no processo de mineração, que é o que gera novos recursos.

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