Núcleos do IPCA-15 de janeiro mostram aceleração, diz economista

Segundo Ariadne Vitoriano, da Rosenberg & Associados, o IPCA-EX, que exclui alimentos com comportamento volátil e combustíveis, subiu 0,69% ante 0,52% do núcleo de dezembro

Flavio Leonel, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2011 | 11h18

A maior parte das medidas de núcleos do IPCA-15 de janeiro ficou dentro das expectativas dos economistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que já esperavam uma aceleração dessas medidas antes do anúncio feito nesta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo cálculos realizados pela economista Ariadne Vitoriano, da Rosenberg & Associados, com base na taxa de 0,76% apresentada pelo índice cheio de inflação do instituto, o IPCA-EX, que exclui do cálculo geral preços de alimentos com comportamentos mais voláteis e combustíveis, subiu 0,69% ante 0,52% do núcleo que teve como base o IPCA-15 cheio de dezembro, de 0,69%. A previsão dos analistas consultados pelo AE Projeções era de um avanço de 0,56% a 0,70%, com mediana de 0,62%.

O IPCA-DP, abreviação de Índice de Preços ao Consumidor Amplo - Dupla Ponderação, avançou 0,78% contra 0,69% da medição anterior, segundo os cálculos atualizados da Rosenberg. A previsão dos economistas do mercado era de uma elevação de 0,54% a 0,78%, com mediana de 0,69%.

A exceção do IPCA-15 de janeiro foi o núcleo denominado IPCA-MS, que é o tradicional núcleo de médias aparadas com suavização. A economista da Rosenberg informou que a alta foi de 0,59% ante variação de 0,50% observada na leitura do IPCA-15 de dezembro. As estimativas dos economistas consultados pelo AE Projeções haviam ficado dentro de um intervalo de alta de 0,45% a 0,56%, com mediana de 0,51%.

As medidas de núcleos do IPCA não são divulgadas pelo IBGE, mas são calculadas tradicionalmente pelas instituições do mercado financeiro, já que são acompanhadas de perto pelo Banco Central, que tem como um dos seus principais objetivos o cumprimento das metas de inflação. Os resultados encontrados podem variar ligeiramente de instituição para instituição, mas sempre indicam o caminho que os núcleos estão tomando, auxiliando o mercado e o próprio BC no monitoramento da inflação.

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