Número de ocupados cresce acima do crescimento vegetativo, diz IBGE

Montante de indivíduos com 10 anos ou mais subiu 1,1% em março ante mesmo período do ano passado; na mesma base de comparação, número de ocupados cresceu 2,4%

Daniela Amorim, da Agência Estado,

19 de abril de 2011 | 11h36

Apesar da estabilidade da taxa de desemprego, que ficou em 6,5% em março, ante taxa de 6,4% em fevereiro, o número de trabalhadores ocupados cresce acima do crescimento vegetativo do Brasil, informou nesta terça-feira, 19, o IBGE. O montante de indivíduos com 10 anos ou mais no País subiu 1,1% em março ante o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, o número de ocupados cresceu 2,4%.

"Há uma estabilidade este ano, mas, em relação ao ano passado, os números são bem favoráveis. A população ocupada cresce acima do crescimento vegetativo do País. E a população desocupada diminui, caiu 14% em relação a março de 2010", disse o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, responsável pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada hoje.

Segundo Cimar, o nível da população ocupada, após uma queda em janeiro com o fim do contrato de trabalhadores temporários, segue uma trajetória ascendente. "Nós percebemos uma tendência de recuperação, embora ainda tímida. Seria preocupante se houvesse queda na ocupação em março, mas vemos uma tendência de leve crescimento", afirmou o gerente do IBGE. "As pessoas que foram dispensadas em janeiro com o fim dos temporários, ainda estão entre os desocupados. Elas ainda não conseguiram se inserir de volta, porque ainda não aconteceu a alavancada no mercado de trabalho, que costuma se dar no segundo ou terceiro trimestre".

Apesar do nível de ocupação no primeiro trimestre de 2011 ser o maior desde o início da série histórica, em março de 2002, houve dispensa de 27 mil trabalhadores no comércio no mês passado, equivalente a uma queda de 0,6% nos postos do setor na comparação com fevereiro. "A queda do comércio era esperada porque está num momento de baixa mesmo. Além de haver dispensa de trabalhadores temporários, há recuo na remuneração", explicou Cimar Azeredo. O setor também registrou queda de 2,3% no rendimento médio real do trabalhador, que passou de R$ 1.238,29 em fevereiro para R$ 1.209,50 em março.

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