NY cai por alta do dólar; perspectiva da FedEx pesa

As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram em queda nesta quinta-feira, uma vez que a recuperação do dólar, considerado porto-seguro, reduziu a demanda por ativos de maior risco.

CHUCK MIKOLAJCZAK, REUTERS

17 de dezembro de 2009 | 20h14

Uma apática perspectiva de lucro oferecida pela FedEx, vista como termômetro da economia, debilitou ações do segmento de transporte.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 1,27 por cento, para 10.308 pontos. O Nasdaq caiu 1,22 por cento, para 2.180 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 1,18 por cento, para 1.096 pontos.

Os papéis do setor financeiro sofreram depois que a influente analista de bancos Meredith Whitney cortou as estimativas de ganhos para Goldman Sachs e Morgan Stanley.

O índice global do dólar, que mede a oscilação da moeda frente a uma cesta com seis importantes divisas, subia quase 1 por cento, no maior nível em mais de três meses.

Nos últimos meses, as ações subiram fortemente, enquanto a divisa dos EUA caiu, uma vez que investidores tiraram vantagem da fraqueza do dólar e compraram ativos de maior rentabilidade.

"O dólar está começando a assustar o mercado um pouco", disse Terry Morris, vice-presidente sênior e gerente sênior de ações da National Penn Investors Trust Company, em Reading, Pensilvânia.

Um inesperado aumento nos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada ilustrou o caminho irregular da recuperação da economia norte-americana. Os números contrastaram com um relatório emitido pelo Federal Reserve da Filadélfia, cujo índice mostrou que a atividade fabril acelerou rapidamente no Meio-Atlântico dos EUA em dezembro.

O mercado mostrou apreensão depois que a FedEx previu um lucro para o terceiro trimestre abaixo das expectativas de analistas, o que derrubou suas ações em 6,1 por cento. O índice Dow Jones para o setor de transporte recuou 1,2 por cento.

A influente analista de bancos Meredith Whitney cortou as estimativas de ganhos para Goldman Sachs e Morgan Stanley relativos a 2010 e 2011. Os papéis do Goldman e Morgan Stanley perderam 2,5 por cento e 4,0 por cento, respectivamente.

O índice financeiro do S&P teve baixa de 1,8 por cento.

As ações do Citigroup despencaram 7,3 por cento depois que uma oferta de ações e títulos do banco teve uma fraca demanda e o preço definido foi bem abaixo do esperado, levando o Tesouro norte-americano a adiar para os próximos 12 meses um plano de vender sua participação no banco.

No after-market, os papéis da Research In Motion's decolavam 10,8 por cento no índice Nasdaq, após a fabricante do BlackBerry divulgar resultados trimestrais melhores que o esperado.

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