NY cai por tecnologia e fraca demanda por títulos

Os índices acionários norte-americanos caíram nesta quinta-feira, à medida que investidores embolsaram lucros da recente alta das ações do setor de tecnologia, enquanto analistas rebaixavam o golpeado setor de telecoms. Um resposta fraca ao leilão de títulos do governo levantou temores sobre as finanças públicas.

ELLIS MNYANDU, REUTERS

07 de maio de 2009 | 18h38

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 1,20 por cento, para 8.409 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 2,44 por cento, para 1.716 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 1,32 por cento, para 907 pontos.

Os papéis de bancos também sucumbiram à realização de lucros, um dia depois de informações sobre os resultados dos testes de estresse sugerirem que a maior parte dos bancos dos Estados Unidos está mais saudável que o inicialmente imaginado. Os resultados dos testes de estresse foram divulgados às 18h (horário de Brasília) e mostraram que 10 bancos precisarão de 74,6 bilhões de dólares em capital adicional.

Investidores mostraram-se preocupados com a possibilidade de que a fraca demanda por títulos da dívida governamental possa elevar os custos de capital e dificultar as chances de uma recuperação da economia dos EUA.

Os preços da dívida caíram, mandando os rendimentos dos Treasuries de 30 anos para seu maior nível desde novembro.

"O leilão (de títulos do governo) é uma grande notícia porque agora está mostrando que talvez os chineses não queiram nossos títulos. Se o custo de capital para os Estados Unidos se tornar mais caro, então a recessão vai levar mais tempo para acabar", disse Joe Saluzzi, co-gerente de operações na Themis Trading em Chatham, Nova Jersey.

As ações da IBM --desvalorizadas em 2 por cento, para 102,59 dólares-- foram as que mais pesaram sobre o índice Dow Jones, enquanto as da Apple, em queda de 2,6 por cento, pressionaram o índice Nasdaq.

O índice de semicondutores cedeu 6 por cento, mas ainda está positivo em 33,6 por cento desde as mínimas de fechamento em 12 anos atingidas em 9 de março. Os papéis do setor de tecnologia têm dado um crucial apoio no rali dos mercados desde então, junto com as ações de bancos.

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