NY cai por temor com economia; Dow perde os 10 mil pts

As bolsas de valores dos Estados Unidos terminaram em queda nesta quinta-feira, com o índice Dow Jones abaixo de 10 mil pontos pela primeira vez desde o início de julho.

LEAH SCHNURR, REUTERS

26 de agosto de 2010 | 18h22

O mercado ficou na defensiva um dia antes de uma esperada revisão para baixo nos dados de crescimento do segundo trimestre e de um importante discurso do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke.

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,74 por cento, para 9.985 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 1,07 por cento, para 2.118 pontos. O índice Standard & Poor's 500 perdeu 0,77 por cento, a 1.047 pontos.

As principais ações de tecnologia estiveram entre as de pior desempenho, com o Nasdaq caindo mais que o Dow e o S&P. O setor de tecnologia é visto como bastante atrelado ao crescimento econômico.

Os papéis da Cisco Systems recuaram 2,4 por cento, enquanto os da Intel cederam 1,6 por cento.

O mercado iniciou o dia em alta, após dados mostrarem que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram mais que o esperado na semana passada. Contudo, o número ainda está muito elevado para sinalizar uma mudança no fraco mercado de trabalho.

"O melhor que alguém otimista pode dizer é que a recuperação está se estabilizando agora, não está mais acelerando", disse a estrategista de mercado da Federated Investors, em Pittsburgh, Linda Duessel.

"Achamos que é uma correção suave e não uma recaída na recessão, mas o mercado está precificando mais e mais uma volta à recessão."

O Dow caiu abaixo do importante nível psicológico de 10 mil pontos pela primeira vez desde 6 de julho. Após esse dia, o mercado começou uma recuperação e engatou sete sessões consecutivas de ganhos.

No discurso que fará na sexta-feira em Jackson Hole, Wyoming, Bernanke deverá debater as perspectivas incertas para a economia, mas não se espera que ele dê muitos indícios sobre se o Fed vai injetar mais dinheiro no sistema financeiro para manter a retomada em curso.

Após uma recente batelada de fracos dados macroeconômicos, há temores de que o número do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano possa mostrar que a economia está mais fraca do que se pensava inicialmente. A taxa de expansão deverá ser de 1,4 por cento, segundo dados preliminares, menos que os 2,4 por cento estimados um mês antes.

Em pesquisa da Reuters, as previsões variaram entre crescimento de 0,9 por cento e 2,2 por cento.

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