NY fecha em baixa após preocupações com tecnologia

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em queda na volátil sessão desta quinta-feira, depois que fracas perspectivas de companhias do setor de tecnologia e comentários negativos de uma autoridade do Federal Reserve deram poucas razões para compras de ações.

EDWARD KRUDY, REUTERS

29 de julho de 2010 | 18h58

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,29 por cento, para 10.467 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,57 por cento, para 2.251 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 0,41 por cento, para 1.101 pontos.

O mercado tem tido dificuldade para avançar nesta semana. O S&P 500 caiu pelo terceiro pregão seguido e caminha em direção a um nível de resistência em torno da média móvel dos últimos 200 dias. Investidores esperam fatores que favoreça nova alta nas ações.

O relatório do Departamento de Comércio sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país relativo ao segundo trimestre, com divulgação prevista para a sexta-feira, indicará a força da recuperação, que parece estar perdendo ritmo após uma série de fracos dados macroeconômicos.

Investidores aproveitaram a queda vista mais cedo e buscaram barganhas, principalmente no setor de tecnologia, que caía mais de 1 por cento após Nvidia e Symantec oferecerem fracas perspectivas.

Os papéis de Nvidia despencaram 9,9 por cento, enquanto as de Symantec desabaram 11,2 por cento.

O índice de semicondutores PHLX recuou 2,8 por cento, maior queda percentual diária em quase duas semanas.

"Sempre que você tem um recuo como o de hoje, parece um ponto de entrada muito bom", disse Craig Ellis, gerente da Caris & Company, em San Francisco.

Em outro front, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, mostrou preocupação com os riscos de os EUA entrarem em uma espiral de queda de preços e investimentos nos moldes da japonesa. A fala de Bullard pressionou as ações antes uma recuperação no final da sessão.

Os papéis da Exxon Mobil, maior companhia do S&P 500 em valor de mercado, caíram 0,9 por cento. A companhia reportou resultados trimestrais melhores que o esperado.

(Colaboraram Matthew Lynley, Rodrigo Campos e Leah Schnurr)

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