NY sobe com alívio por Bernanke e empresas de consumo

As bolsas de valores dos Estados Unidos tiveram um rali nesta quinta-feira, à medida que investidores se mostraram aliviados com o fato do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, ter resistido sem problemas aos questionamentos do Congresso.

CAROLINE VALETKEVITCH, REUTERS

25 de junho de 2009 | 18h54

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 2,08 por cento, para 8.472 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq também subiu 2,08 por cento, a 1.829 pontos. O índice Standard & Poor's 500 ganhou 2,14 por cento, para 920 pontos.

O indicador Dow Jones interrompeu uma sequência de quatro dias de queda.

Varejistas e construtoras levaram os índices para cima durante boa parte da sessão, ajudadas pelo surpreendente crescimento do lucro da Bed Bath & Beyond.

As bolsas norte-americanas ampliaram um pouco os ganhos antes do período da tarde, uma vez que investidores enxergaram como positivo o desempenho de Bernanke em uma audiência no Congresso.

Um comitê da Câmara dos Deputados questionou o papel do Federal Reserve na aquisição do Merrill Lynch pelo Bank of America e se o chairman do Fed pressionou o presidente-executivo do BofA, Ken Lewis, a continuar com o acordo após Lewis levantar objeções.

"Há uma preocupação com o que pode acontecer lá. Ele pareceu dar um depoimento muito decente", disse Bucky Hellwig, vice-presidente sênior da Morgan Asset Management, em Birmingham, Alabama.

A construtora Lennar também deu fôlego ao mercado. A companhia reportou grandes perdas trimestrais, mas observou um crescimento nas encomendas e vendas de casas novas e. As ações da empresa decolaram 17,5 por cento.

O índice Dow Jones para construção de casas nos EUA saltou 5,9 por cento.

Os ganhos das construtoras e varejistas apontam sinais de força nos gastos do consumidor, o que seria muito bom para o mercado, uma vez que os relatórios de receitas do segundo trimestre começam a ser divulgados.

Tudo o que sabemos sobre:
WALLSTFECHAATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.