O aquecimento chega a Paraisópolis

Moradores de Paraisópolis ainda não tiveram sobra de caixa para investir nas fachadas das moradias

30 de julho de 2008 | 01h05

A disposição do brasileiro em construir e reformar também é refletida nas regiões periféricas dos grandes centros. Na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, o empresário Manuel Cícero Gomes acredita que as vendas devem continuar avançando este ano. Sua loja de materiais de construção, Depósito Três Irmãos, atende quase exclusivamente moradores da região, em casas predominantemente de alvenaria ou madeira. "As vendas só não avançam mais porque os projetos de urbanização da prefeitura deslocam muitos moradores", diz. Por outro lado, graças ao aumento do poder aquisitivo da baixa renda, a verticalização nas moradias deve ganhar impulso nos próximos anos, já que é a única forma de abrigar o crescimento populacional da comunidade. "Como não existe mais terreno vazio por aqui, a população tem a solução de ampliar o espaço para cima", explica.  Formas de driblar os entraves e exportar Prós e contras na hora de recorrer ao banco A hora de ganhar dinheiro A receita da juventude O alquimista da perfumaria As principais fontes de recursos Como vender para o governo De carona na vida saudável Vida longa às empresas Para quem sonha com grandes negócios Tesoura nas despesas Segundo Gomes, assim como ocorre em outras tantas favelas, os moradores de Paraisópolis ainda não tiveram sobra de caixa para investir nas fachadas das moradias, o que pode mudar com o incremento da renda e manter as boas vendas nos próximos anos.

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