O euro é uma moeda ‘estranha’, diz Berlusconi

Primeiro-ministro defende que dívida da Itália está sob ataque por causa das dúvidas em torno da crise da zona do euro

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 15h14

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, chamou o euro de "moeda estranha" e alegou que a dívida soberana de seu país só está sob ataque por conta das dúvidas em torno da crise da zona do euro.

Berlusconi reiterou sua observação de que o Banco Central Europeu (BCE) não atua como emprestador de última instância, o que torna impossível para as economias europeias se beneficiarem de emissões "em massa" de dívida e de medidas de liquidez, como é possível nos Estados Unidos.

Ao discursar em uma conferência sobre comércio exterior, Berlusconi disse que os yields dos títulos da dívida italiana, que subiam 6% hoje, estavam "sob ataque" porque "ninguém acredita no euro".

O primeiro-ministro lembrou que seu governo prometeu equilibrar o orçamento do país até 2013, além de implementar reformas econômicas. De acordo com ele, a Itália é a segunda economia mais solda na União Europeia (UE), atrás apenas da Alemanha.

Berlusconi pediu o apoio da oposição de centro esquerda a seu plano de reforma, que inclui privatizações, elevação da idade de aposentadoria e afrouxamento das leis trabalhistas. Ele reclamou ainda que o sistema judiciário e os regimentos parlamentares dificultam a realização de reformas em seu país.

Segundo ele, porém, a verdadeira razão da vulnerabilidade dos bônus soberanos da Itália é a dívida pública herdada de governos anteriores. Berlusconi chefiou o governo da Itália durante oito dos últimos dez anos. Na opinião de Berlusconi, a política fiscal de seu governo tem sido "virtuosa" nos últimos anos.

As informações são da Dow Jones.

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