Obama aceitaria acordo de curto prazo para dívida, diz Casa Branca

Presidente dos EUA, no entanto, continua contrário a um acordo que resolva apenas temporariamente a questão do limite de endividamento e não ofereça contrapartidas

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

20 de julho de 2011 | 15h25

O presidente dos EUA, Barack Obama, está aberto a um acordo de curto prazo para elevar o aumento no teto da dívida do país se os líderes do Congresso e a Casa Branca conseguirem chegar a um consenso a respeito das medidas necessárias para reduzir o déficit orçamentário norte-americano. Obama, no entanto, continua contrário a um acordo que resolva apenas temporariamente a questão do limite de endividamento e não ofereça contrapartidas.

"Acreditamos que um aumento de curto prazo no teto da dívida sem um acordo mais amplo (sobre o déficit) é inaceitável", disse o secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, nesta quarta-feira, 20. "Obviamente, se os dois lados concordarem com algo significativo, vamos apoiar as medidas necessárias para finalizar os detalhes", acrescentou, sem explicar o que seria "algo significativo" ou qual seria o aumento no limite de endividamento que Obama aceitaria.

O teto da dívida dos EUA está atualmente em US$ 14,29 trilhões e precisa ser elevado até 2 de agosto para impedir que o país deixe de cumprir obrigações financeiras, segundo o Departamento do Tesouro norte-americano.

Obama falou na terça-feira com líderes do Congresso, entre eles o deputado republicano John Boehner, que preside a Câmara dos Representantes, e o senador Mitch McConnell, líder da minoria republicana no Senado, sobre a questão do déficit e do teto da dívida, segundo Carney. Ele acrescentou que Obama ainda está pressionando pela máxima redução possível no déficit orçamentário. Na noite de terça, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou, por 234 votos a 190, um plano que para elevar o teto da dívida. Contudo, esse não é o plano defendido pelo presidente americano e ainda corre o risco de ser barrado pelo Senado, onde ainda será votado, ou ser vetado por Obama.

Formulado pelo partido Republicano, esse plano permitirá a elevação do teto da dívida dos EUA em US$ 2,4 trilhões, caso o Congresso concorde com um corte de gastos de US$ 111 bilhões no próximo ano; limite os gastos nos próximos anos a uma determinada porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) e aprove uma emenda à Constituição referente ao orçamento.

Já a proposta apreciada por Obama envolve o aumento de US$ 1,2 trilhão na arrecadação no esforço para cortar a dívida federal em US$ 3,7 trilhões nos próximos dez anos. Essa proposta foi negociada por um grupo de seis senadores republicanos e democratas, conhecido como "gangue dos seis".

Caso Obama não consiga consenso entre os políticos, a alternativa é a proposta negociada pelos senadores Mitch McConnell, líder da minoria republicana, e Harry Reid, líder da maioria democrata. Nesse acordo, a dívida teria um aumento de US$ 2,5 trilhões em 2012, com cortes de despesas públicas de apenas US$ 1,5 trilhão nos próximos dez anos. As informações são da Dow Jones.

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