Obama afirma que ajuda às montadoras salvou empregos

No ano passado, o governo destinou US$ 60 bilhões em ajuda à General Motors e à Chrysler

Ligia Sanchez, da Agência Estado,

30 de julho de 2010 | 15h49

O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou que o polêmico pacote de ajuda à indústria automotiva foi um sucesso, ao salvar cerca de 1 milhão de empregos. Obama está em Detroit (Michigan) para visitar as montadoras de automóveis. No ano passado, o governo destinou US$ 60 bilhões em ajuda à General Motors e à Chrysler.

As declarações de Obama foram feitas semanas antes de a GM registrar o lançamento de uma oferta pública inicial de ações que permitirá ao Tesouro dos EUA se desfazer de sua participação de 60% na montadora. Segundo uma fonte próxima ao assunto, o governo Obama gostaria que a GM fizesse a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) ainda no terceiro trimestre, meta que a GM não sabe se poderá atingir.

Pela manhã, a Chrysler anunciou que uma unidade de linha de montagem em Michigan, que estava prevista para ser fechada, continuará aberta e acrescentará um segundo turno de produção.

Nesta semana, a Casa Branca publicou um relatório defendendo sua decisão de tomar parcelas na GM e na Chrysler, afirmando que o resgate ajudou a evitar um desastre econômico. A administração anunciou que a indústria automotiva dos EUA ganhou 55 mil empregos - uma fração dos 334 mil perdidos nas falências das empresas.

O plano de resgate incluiu conduzir os processos de concordata da GM e da Chrysler com o objetivo de torná-las lucrativas e direcioná-las à produção de veículos mais eficientes no uso de energia. A GM já pagou um empréstimo direto de aproximadamente US$ 7 bilhões, mas os US$ 43 bilhões restantes só poderão ser pagos quando a GM voltar ao mercado. A GM deve registrar a oferta pública de ações em meados de agosto, de acordo com fontes próximas à questão.

Nos últimos meses, a GM acrescentou turnos adicionais e recontratou trabalhadores que haviam sido demitidos. A montadora deve anunciar que teve lucro no balanço do segundo trimestre, que sairá nas próximas semanas, marcando seu segundo trimestre lucrativo. As informações são da Dow Jones.

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