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Obama fala sobre a necessidade de evitar um calote da dívida dos EUA

 Presidente dos EUA fez um pronunciamento na manhã desta sexta-feira

Economia & Negócios e Álvaro Campos e Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

29 de julho de 2011 | 11h34

Pela segunda vez nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi à TV mostrar sua preocupação com a dívida do país e fazer um apelo para uma solução rápida no Congresso. 

Obama disse que a necessidade de evitar o calote é cada vez mais urgente. Ontem, os legisladores se reuniram em mais uma tentativa fracassada de chegar a um acordo. A proposta de lei do presidente daCâmara dos Representantes, o republicano John Boehner, não atraiu apoiosuficiente para garantir sua aprovação na casa. A votação estavaprevista para ontem e foi adiada (Leia aqui).

Sobre este plano dos republicanos, Obama disse que ele forçaria os EUA a ter um novo debate daqui seis meses. Ele disse não aceitar uma solução de curto prazo. Ele se diz convencido de que o bom senso irá prevalecer.

Ele afirmou que as conversas entre democratas e republicanos vão continuar durante o fim de semana, e que os dois partidos não estão "milhas a parte". O presidente deixou claro que o plano para reduzir o déficit e elevar o teto da dívida precisa ser bipartidário.

O presidente americano ressaltou ainda que os EUA podem perder seu rating AAA "não porque nós não temos capacidade para pagar nossas contas - nós temos - mas porque nós não temos um sistema político AAA".

A proposta dos republicanos prevê um corte maior de gastos, enquanto os democratas defendem a elevação de impostos. Obama disse hoje que está aberto a um mecanismo de controle para conter os gastos, dependendo de como isso funcionaria. Apesar da troca de acusações de ambos os lados, o presidente disse acreditar que os ânimos vão se acalmar e o bom senso vai prevalecer, com o Congresso aprovando a elevação do teto da dívida até 2 de agosto, a partir de quando, segundo o Departamento do Tesouro, os EUA não terão mais condições de pagar suas contas.

Senado

O líder da maioria no Senado norte-americano, o democrata Harry Reid, disse que "deve tomar uma atitude" até o final do dia sobre a proposta da casa para a dívida dos EUA, acrescentando ser esta, "provavelmente, nossa última chance de salvar a Nação do calote".

Seus comentários foram feitos minutos antes de encontros separados dos líderes democratas do Senado e líderes republicanos da Câmara com suas respectivas representações partidárias para discutir o curso dos próximos quatro dias, antes de a administração dos EUA ficar sem recursos.

"Ao final do dia de hoje, eu devo tomar uma ação sobre a legislação do Senado", disse Reid. Ele afirmou ter convidado o líder da minoria no Senado, o republicano Mitch McConnell, "para sentar-se comigo e negociar com boa vontade, sabendo que o relógio está correndo. Espero que aceite minha oferta".

O líder do Senado não explicou o que queria dizer com "tomar uma atitude", mas uma possibilidade é a de que dê um posso relacionado aos procedimentos de votação para acelerar a votação. O Senado normalmente discute os procedimentos da votação sobre uma proposta de lei antes do voto em si, já que a maioria democrata tem 53 cadeiras no Senado, abaixo das 60 cadeiras necessárias para evitar as táticas de bloqueio. As informações são da Dow Jones. 

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