Obama faz novo apelo por acordo sobre a dívida dos EUA

'Falta muito pouco tempo', disse o presidente norte-americano em seu programa semanal de rádio; na noite de ontem, o projeto republicano foi reprovado no Senado

Agência Estado,

30 de julho de 2011 | 08h56

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo neste sábado, 30, aos democratas e republicanos para que cheguem a um acordo sobre o novo teto da dívida do governo federal. "Falta muito pouco tempo", disse Obama em seu programa semanal de rádio, referindo-se ao prazo final de 2 de agosto para que a questão seja solucionada, e os EUA evitem a moratória.

O Senado dos EUA, de maioria democrata, rejeitou na noite de ontem um plano aprovado horas antes na Câmara dos Representantes para reduzir o déficit orçamentário do país e elevar o teto da dívida federal. Derrubado no Senado por 59 votos a 41, o plano do republicano John Boehner previa elevar em US$ 900 bilhões o limite de endividamento dos EUA, atualmente em US$ 14,3 trilhões.

Por outro lado, adotaria medidas apara cortar o déficit em US$ 2,5 trilhões nos próximos dez anos. O aumento no teto seria suficiente para atender as necessidades de financiamento do governo até fevereiro de 2012, mas um novo acordo seria necessário após essa data.

A Casa Branca e os democratas foram contrários ao plano republicano porque temem que um aumento no limite de endividamento por seis meses possa injetar mais incertezas durante um dos momentos mais importantes economicamente para o país - o Natal.

"Os democratas no Congresso e alguns republicanos do Senado estão ouvindo e se mostrando interessados em buscar um acordo", disse Obama, nesta manhã. "Agora todos nós, inclusive os republicanos da Câmara dos Representantes, precisamos demonstrar o mesmo tipo de responsabilidade que o povo americano mostra todos os dias", completou.

O líder da maioria do senado, o senador Harry Reid (democrata/Nevada), já apresentou seu próprio projeto de elevação do limite da dívida.

A versão revisada do plano dos democratas deve  reduzir os déficits orçamentários federais em US$ 2,4 trilhões durante a próxima década, segundo Reid.

Economia sob ameaça

A economia dos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado no primeiro semestre e sob a ameaça dos efeitos de uma grave crise da dívida. O Escritório de Análises Econômicas divulgou ontem o crescimento de apenas 1,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre - 0,5 ponto porcentual menor do que o previsto pelo mercado. Também reviu para baixo, de 1,9% para 0,4%, o resultado do PIB entre janeiro a março deste ano.

O desempenho frustrante e o prazo de menos de quatro dias para o Congresso diluir suas resistências internas a um acordo bipartidário sobre o teto da dívida levaram o presidente americano, Barack Obama, a mais uma dura cobrança aos parlamentares. "O poder para resolver isso está nas nossas mãos neste dia em que fomos lembrados o quão frágil nossa economia ainda está", afirmou Obama, ao alertar para o desperdício de tempo.

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