Obama: só corte de gastos não diminuirá déficit

Obama renovou seu pedido para que os mais ricos contribuam com sua "fatia justa" para os cofres do governo

Danielle Chaves, da Agência Estado,

25 de julho de 2011 | 14h30

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que o país não pode reduzir seu déficit crescente apenas por meio de cortes nos gastos. A declaração foi feita enquanto Obama tenta chegar a um acordo com os republicanos sobre a questão da dívida norte-americana.

"Nós não podemos apenas acabar com nosso déficit cortando gastos", disse Obama, reiterando sua oposição anterior a qualquer acordo que se foque apenas na redução do déficit por meio de cortes sem aumentos na receita. Obama renovou seu pedido para que os mais ricos contribuam com sua "fatia justa" para os cofres do governo.

Está aumentando a pressão para que Obama e os legisladores do país evitem um default sobre a dívida dos EUA. As bolsas operam em queda hoje em consequência desse cenário e o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou para um choque severo à economia mundial.

Obama está tentando elaborar um acordo para elevar o teto da dívida, de US$ 14,3 trilhões, junto com um plano para controlar o déficit do governo. Os EUA atingiram o limite de endividamento em 16 de maio, mas têm usado gastos e ajustes contábeis, bem como receitas fiscais maiores do que o esperado, para continuar operando normalmente. Mas isso só pode ser feito até 2 de agosto. As informações são da Dow Jones.

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