Objetivo da Petrobras não é ajudar Eike, diz Lobão

A Petrobras negocia com o empresário Eike Batista o uso do Porto do Açu, no norte do Rio, mas o objetivo da petroleira e do governo brasileiro é fazer negócios, e não ajudar o empresário, afirmou nesta quinta-feira o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão. Ele deu a declaração na sede da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, onde apresentou as licitações do setor de petróleo brasileiro para investidores.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, ENVIADO ESPECIAL, Agencia Estado

18 de abril de 2013 | 14h22

"A Petrobras não é um órgão para ajudar outras empresas. Ela não fará isso, mas poderá fazer associação, se for do interesse da empresa, no grupo do Eike", declarou. O Porto do Açu é útil para a Petrobras, afirmou Lobão, dentro dos projetos de produção do pré-sal. Segundo ele, se a estatal fechar acordos com o Eike, a petroleira não terá prejuízos. Como a companhia precisa de portos no pré-sal, se não fizer um acordo com o empresário, será com outros investidores.

Questionado sobre se a forte queda das ações das empresas de Eike prejudicam a imagem do Brasil no exterior, Lobão disse que nos EUA houve quedas acentuadas no setor imobiliário e em ações de bancos, alguns quebraram, e nem por isso a imagem do país ficou ruim. "As empresas inflam, as empresas murcham e muitas conseguem se recuperar. É da natureza da iniciativa", disse. Sobre as licitações no setor de petróleo e gás este ano, Lobão disse que as discussões dos royalties no Congresso e eventuais atrasos na votação não devem afetar esses leilões. "Os cronogramas já estão todos definidos", disse.

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