Obra da usina de Santo Antônio é paralisada após tumulto

Um tumulto na madrugada desta sexta-feira entre os trabalhadores da obra da hidrelétrica de Santo Antônio (RO) obrigou o consórcio construtor a paralisar mais uma vez os trabalhos no canteiro da usina.

REUTERS

28 de outubro de 2011 | 17h02

Em março deste ano, as obras das hidrelétricas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, tiveram de ser paralisadas por conta de uma rebelião que eclodiu entre os trabalhadores de Jirau. Na época, o canteiro de Santo Antônio também parou por precaução, para evitar que o problema de Jirau se alastrasse.

Em nota, o consórcio construtor de Santo Antônio, liderado pela Odebrecht, disse que nesta madrugada "um pequeno grupo de trabalhadores" iniciou um tumulto. Um ônibus chegou a ser queimado, segundo informou por telefone a assessoria de imprensa do consórcio.

Os construtores estão em contato com o sindicato local de trabalhadores. Até o momento, nenhuma pauta de reivindicação foi apresentada.

A usina de Santo Antônio terá capacidade para gerar 3.150 megawatts (MW).

Na noite de ontem, outra importante obra de hidrelétrica, a de Belo Monte (PA), enfrentou problemas. O canteiro foi invadido por manifestantes contrários ao projeto. Os trabalhos chegaram a ser paralisados mas foram retomados na manhã desta sexta-feira, depois que a Justiça do Pará ordenou a desocupação da área da obra.

A usina Santo Antônio é operada pela empresa Santo Antônio Energia, na qual a Cemig e Furnas, do grupo Eletrobras, têm participação, além de outras companhias.

(Reportagem de Leonardo Goy)

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