OCDE aponta para crescimento mais fraco no Brasil

Para China e zona do euro, expectativa é de expansão mais forte 

Agência Estado,

12 de novembro de 2013 | 10h37

PARIS - O crescimento econômico deve ganhar força na zona do euro, China e Reino Unido, mas permanecer fraco no Brasil, Índia e Rússia, segundo dados divulgados hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A OCDE, com sede em Paris, disse que o índice de indicadores antecedentes dos 34 países que integram a entidade subiu para 100,7 em setembro, de 100,6 em agosto. Leituras acima de 100,0 indicam que o crescimento econômico ficará em linha com a tendência, que varia de país para país. No caso do Brasil, o índice permaneceu em 99,1 em setembro, enquanto no da Índia, houve queda para 96,7, de 96,9, e no da Rússia, foi registrado ligeiro aumento para 99,6, de 99,5.

Os indicadores antecedentes têm o objetivo de fornecer sinais antecipados de pontos de viragem na atividade econômica de cada país e são baseados em diversas informações com histórico de sinalizar mudanças futuras. Recentemente, esses dados têm mostrado uma transformação no crescimento global, que desde 2008 vinha sendo puxado pelas economias em desenvolvimento que agora enfrentam dificuldades para se recuperar.

O estudo da OCDE sugere que o ritmo de crescimento global deve se acelerar nos próximos meses, diminuindo temores de que uma desaceleração na China e outros países em desenvolvimento possa anular a recuperação modesta vista em economias desenvolvidas.

Embora a economia global deva apresentar um desempenho mais fraco do que se esperava neste e no próximo ano, parece provável que cresça mais em 2014 do que em 2013, comentou a entidade. Por outro lado, a taxa de crescimento sugerida pelo índice de indicadores antecedentes é modesta pelos padrões históricos.

O documento da OCDE indica que, após desacelerar mais cedo neste ano, o crescimento econômico da China deverá continuar se fortalecendo após a alta verificada no terceiro trimestre. Dados oficiais de Pequim mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 7,8% entre julho e setembro, após avançar 7,5% nos três meses anteriores. Já o índice chinês medido pela OCDE foi para 99,4 em setembro, de 99,2 em agosto.

"Os indicadores antecedentes compostos...sinalizam melhora no crescimento da maioria dos grandes países da OCDE e possivelmente da China", afirmou a OCDE.

Ainda de acordo com a pesquisa, a Alemanha continua liderando a modesta recuperação da zona do euro, apesar de seu índice ter recuado a 100,8 em setembro, de 100,9 em agosto. A Itália também contribui na região, com avanço do índice para 100,9, de 100,7. O índice do bloco como um todo foi para 100,7, de 100,6.

Os dados também mostram crescimento mais firme no Reino Unido, cujo índice foi de 101,1 para 101,3, e no Japão (de 101,0 para 101,1). No caso dos EUA, o índice recuou para 100,8 em setembro, de 100,9 em agosto. Fonte: Dow Jones Newswires.

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