OCDE prevê crescimento moderado dos EUA em 2012

Segundo Organização, o país enfrenta estagnação de salários, altos níveis de pobreza e desigualdade de renda e um sistema educacional que dá poucos recursos para quem mais precisa de ajuda 

Renan Carreira , da Agência Estado,

26 de junho de 2012 | 13h20

A recuperação econômica dos EUA pode estar ganhando força, mas o país enfrenta estagnação de salários, altos níveis de pobreza e desigualdade de renda e um sistema educacional que dá poucos recursos para aqueles que mais precisam de ajuda, disse, em um novo relatório, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A pesquisa econômica 2012 da OCDE sobre os EUA mostrou que a economia do país tem tido alguns avanços e deve crescer de forma moderada este ano e no próximo. O relatório afirma, no entanto, que um aprofundamento da crise europeia ou a possibilidade dos formuladores de política americanos permitirem um imediato corte nos gastos do governo podem comprometer a previsão.

"Tomados juntos, os riscos de queda para a economia no curto prazo sugerem que os formuladores de política deveriam continuar a apoiar a recuperação e estarem preparados para agir se mais resultados negativos se materializarem", afirmou a OCDE.

Especificamente, a organização avisou que os legisladores americanos devem lutar para que mais seja feito para ajudar os desempregados, especialmente aquelas pessoas que estão fora do mercado de trabalho por um longo período. E embora um plano fiscal deva ser posto em prática para corrigir os déficits, ele deve ser adotado gradualmente, segundo o relatório.

"Os legisladores precisam implementar mais medidas de consolidação fiscal quando a recuperação econômica está segura", afirmou o documento. "Tais medidas devem melhorar as perspectivas de crescimento de longo prazo e reduzir a desigualdade de renda."

Partes do relatório desenham um quadro ruim para os EUA em comparação a outras 33 nações que compõem a OCDE. O documento observou que a desigualdade de renda nos EUA permanece bem acima da média da organização e que o nível de pobreza relativa é um dos mais altos no órgão. O relatório disse que os EUA tinham a quarta pior medida de desigualdade de renda, à frente apenas de Turquia, México e Chile no fim da última década.

Entre as recomendações oferecidas pelo relatório: isenções fiscais que beneficiam principalmente os mais ricos devem ser eliminadas ao longo do tempo. As informações são da Dow Jones.

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