Ocepar critica preço mínino e falta de fundo catástrofe do Plano Agrícola

Segundo gerente da organização, com diminuição dos preços, os produtores tornam-se muito mais vulneráveis ao mercado, 'que é muito instável'

Equipe AE,

17 de junho de 2011 | 16h48

A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) criticou nesta sexta-feira, 17, a redução do preço mínimo do feijão e a ausência do Fundo de Catástrofe no Plano de Safra 2011/12, divulgado pela presidente da República, Dilma Rousseff, e pelo ministro de Agricultura, Wagner Rossi. Eles detalharam o plano em cerimônia realizada em Ribeirão Preto.

O preço mínimo do feijão foi reduzido de R$ 80 para R$ 72 a saca de 60 quilos. "Com a diminuição dos preços, os produtores de feijão tornam-se muito mais vulneráveis ao mercado, que é muito instável", afirmou por meio de nota Flávio Turra, gerente técnico da Ocepar.

Outra demanda, a criação do Fundo de Catástrofe também não foi atendida. "Esse fundo seria um instrumento vital à segurança da produção agrícola brasileira, a exemplo do suporte oferecido aos agricultores na Europa no atual ano, em que uma seca assola o continente", afirmou Turra.

A entidade também voltou a criticar o volume de recursos anunciados, R$ 107,2 bilhões, considerado pequeno. O setor pedia pelo menos R$ 120 bilhões. "O valor não será suficiente para atender as demandas da agricultura em um ano que haverá expansão do agronegócio brasileiro, setor fundamental para equilibrar a balança comercial", afirmou o gerente técnico da Ocepar.

 

 

(Equipe AE)

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