REUTERS/Guadalupe Pardo
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Odebrecht negocia venda da Braskem para holandesa LyondellBasell

Desde que anunciou seu plano de desinvestimento, a Petrobrás vem demonstrando interesse de deixar a parceria com a Odebrecht na Braskem

Renée Pereira e Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2018 | 10h58

A Odebrecht anunciou nesta sexta-feira, 15, que assinou um acordo de exclusividade com a holandesa LyondellBasell para venda de sua participação na petroquímica Braskem. Por enquanto, não há uma proposta firme nem vinculante, mas as negociações devem avançar nas próximas semanas com o início do processo de due diligence (levantamento de dados financeiros).

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A Odebrecht detém 38,3% do capital da petroquímica e a Petrobrás, 36,1%. Com o anúncio, as ações mais procuradas da Braskem, que dá ao investidor preferência na distribuição de dividendos, dispararam na Bolsa. Às 13h, eram negociadas a R$ 48,83, alta de 18,75% em comparação ao fechamento do pregão de quinta-feira.

A Petrobrás e o comando da petroquímica foram comunicados do acordo na noite de quinta-feira. Em nota a Petrobrás afirmou, no início desta manhã, que caso a negociação seja finalizada com êxito, a empresa irá analisar os termos e condições da oferta da LyondellBasell, de forma a avaliar o exercício dos seus direitos previstos no Acordo de Acionistas da Braskem S.A.

A estatal poderá exercer o direito de preferência na compra da petroquímica ou de tag along (que estende aos minoritários o direito de venderem suas ações pelo mesmo preço pago aos controladores). Desde que anunciou seu plano de desinvestimento, a Petrobrás vem demonstrando interesse de deixar a parceria com a Odebrecht na Braskem.

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Fontes ouvidas pelo Estado afirmam que o objetivo da Odebrecht é manter uma participação minoritária na petroquímica. Mas, por enquanto, não nenhum desenho de como será a proposta da LyondellBasell. A compra da empresa brasileira criaria a maior petroquímica do mundo, com participações relevantes nas Américas, Europa e Ásia.

As primeiras conversas tiveram início no fim do ano passado, mas foram intensificadas com o fechamento do acordo da Odebrecht com os bancos para liberação de um novo financiamento, de R$ 2,6 bilhões, em maio.

A informação confirma notícia publicada pelo Estado em 23 de maio sobre o interesse da companhia holandesa na fatia da Odebrecht.

 

 

 

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