Odebrecht demite 3.763 funcion?rios no Equador

A construtora brasileira Norberto Odebrecht, expulsa do Equador em setembro pelo presidente Rafael Correa, concluiu ontem o processo de demiss?o de quase todos os 3.763 funcion?rios que trabalhavam nas cinco obras da construtora em territ?rio equatoriano. A medida abre espa?o para cr?ticas de que as san??es adotadas por Correa contra a empresa brasileira trouxeram, no fim, preju?zos maiores para os trabalhadores equatorianos.Ap?s a decis?o do governo Correa de ocupar militarmente as instala??es e canteiros de obras da Odebrecht no pa?s, havia a expectativa de que os funcion?rios fossem absorvidos pelas empresas encarregadas pelo Estado equatoriano de levar as constru??es adiante. Mas os trabalhos permanecem paralisados desde a expuls?o da empresa brasileira.A ?nica obra a ser retomada foi a da hidrel?trica de Baba. A Hidrolitoral, que assumiu a constru??o em outubro, recontratou 1.800 funcion?rios. Apesar disso, um m?s depois, pelo menos 50 deles, ocupantes de cargos intermedi?rios de coordena??o, foram novamente demitidos. Os mais capacitados - entre os quais, 37 brasileiros - foram remanejados para canteiros de obras da Odebrecht na L?bia, em Angola e no Panam?. Funcion?rios das outras quatro obras realizadas no Equador - um aeroporto, um projeto de irriga??o e duas hidrel?tricas - n?o devem ser reintegrados. O valor aproximado das indeniza??es trabalhistas ? de US$ 6 milh?es. ?A maior parte dos empregados, 98% deles, j? foi para a rua?, disse ao jornal O Estado de S. Paulo um dos engenheiros da empresa.A disputa entre o governo equatoriano e a Odebrecht teve in?cio h? tr?s meses, depois que a Hidrel?trica de San Francisco, entregue pela construtora brasileira ao governo equatoriano, apresentou problemas e deixou de funcionar. Correa ?suspendeu as garantias constitucionais? de quatro executivos brasileiros que trabalhavam no Equador, e amea?ou, em seguida, n?o pagar o empr?stimo de US$ 242,9 milh?es feito pelo BNDES para o financiamento das obras, o que deu in?cio a uma escalada de atritos e retalia??es entre ambos os governos. As informa??es s?o do jornal O Estado de S. Paulo.

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