Odebrecht e Sojitz ficam com 65% de união ETH-Brenco

O conglomerado Odebrecht e a trading japonesa Sojitz vão deter 65 por cento de participação na empresa resultante da fusão entre as companhias processadoras de cana-de-açúcar ETH Bioenergia e Brenco, informaram as empresas nesta quinta-feira ao formalizar a união dos ativos.

REUTERS

18 de fevereiro de 2010 | 14h50

Os acionistas da Brenco ficarão com 35 por cento do empreendimento, que vai manter o nome ETH Bioenergia, companhia que se transformará em uma das maiores do setor no Brasil.

A nova empresa prevê investimentos de 3,5 bilhões de reais entre 2010 e 2012 para colocar em operação nove usinas.

A ETH deverá produzir 3 bilhões de litros de etanol e produzir 2.700 gigawatts hora de energia elétrica a partir da queima de biomassa até 2012, de acordo com o documento distribuído no evento de formalização da união.

A nova companhia tem uma estratégia fortemente baseada em etanol e não divulgou números para açúcar.

Atualmente, cinco unidades estão em operação, todas da antiga ETH. Três delas são unidades novas --Rio Claro (GO), inaugurada em agosto; Santa Luzia (MS), inaugurada em outubro; e Conquista do Pontal (SP), que iniciou operações em dezembro. As outras duas são instalações que foram compradas (Alcídia-SP e Eldorado-MS) e já operavam.

A Brenco possuía quatro projetos greenfield. Algumas destas usinas deverão iniciar produção neste e no próximo ano.

Odebrecht e Sojitz terão o direito de indicar sete dos dez membros do conselho de administração da nova empresa, ficando três vagas com os demais acionistas.

(Reportagem de Roberto Samora)

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