Odebrecht: estamos estudando projetos da Tamoios

O diretor presidente da Odebrecht TransPort, Paulo Cesena, afirmou nesta segunda-feira que a empresa deve participar dos leilões da Tamoios e da BR-153, que serão realizados em maio. "Ainda não estamos em fase de conclusão desses estudos, mas estamos avaliando", afirmou.

CARLA ARAÚJO, Agencia Estado

28 de abril de 2014 | 15h56

Segundo ele, o apetite da empresa neste ano deve permanecer igual ao do ano passado, quando a da Odebrecht saiu vitoriosa em importantes leilões, como o da linha 6 do Metrô de São Paulo, do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e a BR-163, trecho que corta o Estado de Mato Grosso. "A postura é sempre a mesma. Os projetos que estamos estudando, nós temos bastante interesse", afirmou.

De acordo com o executivo, a conjuntura macroeconômica de curto prazo normalmente é discutida dentro dos estudos do próprio projeto e todo projeto tem fundamentos de longo prazo. Segundo ele, "você pode colocar o PIB do momento que você considera, a inflação embutida, mas é uma variável, não é determinante". Cesena disse ainda que a empresa foi vencedora naqueles projetos que mais se empenhou. "Nós ganhamos aqueles projetos que nós mais estudamos, aqueles projetos investimos mais tempo e dinheiro", afirmou.

O executivo afirmou que o projeto da Linha 18- Bronze do Metrô de São Paulo (o monotrilho do ABC) "também está na fase de avaliação". "O mais importante é terminarmos os estudos de demanda, de investimento", disse. Segundo Cesena, tanto o governo quanto o Tribunal de Contas do Estado "estão em fase de avaliação dos próprios comentários que foram feitos". A licitação estava marcada para 16 de abril, mas foi paralisada na véspera da sessão pública por determinação do TCE, acolhendo representação de uma empresa que apontou indícios de conluio.

Ferrovias

Cesena disse que antes de a empresa demonstrar interesse no modelo de concessão de ferrovias que o governo tem desenhado é preciso estudar mais, "pois os desafios são maiores". "Eu diria que nós estamos numa fase mais preliminar de avaliação desses projetos, diferente dos outros que já têm data marcada." O executivo citou pontos como "a estruturação das garantias da Valec e a questão do dimensionamento do investimento a ser feito" como desafios no investimento em ferrovias.

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