Odebrecht Transport avalia concessões de ferrovia

A diretora de logística da Odebrecht Transport, Juliana Baiardi, disse nesta quinta-feira, 22, que a empresa estuda participar do novo modelo ferroviário como operador ferroviário independente (OFI). Essa figura é prevista no modelo chamado open access, que separa o responsável pela obra civil da via e os operadores dos trens e vagões.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

22 de maio de 2014 | 13h01

O Grupo Odebrecht, então, avalia participar das concessões ferroviárias como construtor de malha e operador de trens. "A empresa estuda se tornar um operador logístico completo e a ferrovia é grande parte da cadeia logística", disse Juliana, após palestra no 9º Encontro de Logística e Transportes, na capital paulista.

A diretora disse ainda que a Odebrecht Transport estuda o trecho da BR-163 entre Sinop (MT) a Miritituba (PA), que é uma continuação da concessão adquirida pela companhia em leilão realizado em novembro do ano passado. O governo deve incluir esse trecho no programa de manifestação de interesse, no qual as empresas são chamadas a realizar projetos dos empreendimentos.

De acordo com a executiva, a BR-163 é uma das grandes rotas de escoamento da safra pela região norte do País. Juliana disse que as saídas pelo norte podem reduzir o custo da logística da produção agrícola em cerca de 25%, para em torno de US$ 145 por tonelada.

Além disso, essas alternativas são necessárias para desafogar os portos da região Sudeste e Sul e dar condições para crescimento da produção de grãos nos próximos anos. Ela mencionou estimativas de que em 2020 o Brasil será responsável por um terço da produção mundial de soja.

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