Odebrecht vence disputa pela BR-163 no trecho de Mato Grosso

Empresa fez a proposta de R$ 0,0263/km, o que representa um deságio de 52%  em relação à tarifa-teto indicada pelo governo

Luciana Collet, da Agência Estado, Atualizada às 13h20

27 de novembro de 2013 | 10h29

SÃO PAULO - A Odebrecht venceu a disputa pela concessão da BR-163, no trecho que passa por Mato Grosso, ao fazer proposta de R$ 0,02638/km da BR-163 (MT), num desconto de 52,03% em relação à tarifa-teto indicada pelo governo, que era de R$ 0,0550.

A Triunfo Participações e Investimentos fez a segunda melhor proposta, de R$ 0,0297/km por BR-163 (MT), num deságio de 46%. A Invepar faz a quarta melhor oferta, de R$ 0,03130/km por BR-163 (MT), com desconto de 43,09% frente o a tarifa máxima permitida.

A CCR propôs tarifa de R$ 0,0345/km, o que corresponde a um deságio 35,54%, enquanto o Consórcio Integração, liderado pela Fidens Engenharia, em parceria com Construtora Aterpa M. Martins, Via Engenharia, Construtora Barbosa Mello e Carioca Chistiani-Nielsen Engenharia, ofereceu R$ 0,03779/km, com desconto de 31,29%.

O Consórcio Rota do Futuro, liderado por EcoRodovias, ofereceu tarifa de R$ 0,03977/km por BR-163 (MT), deságio de 27,69%. O menor desconto foi proposto por Galvão Engenharia, que sugeriu tarifa de R$ 0,05335/km, apenas 3% abaixo da tarifa teto.

Leilão. O leilão ocorreu na sede da BM&FBovespa. A concessão da BR-163 (MT) tem 850,9 quilômetros de rodovias, incluindo 822,8 quilômetros de extensão da BR e outros 28,1 quilômetros da MT-407.

A concessão da BR-163/MT terá 30 anos e exigirá investimentos de R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 2,4 bilhões nos primeiros cinco anos.

Capital. Mesmo após conquistar o aeroporto de Galeão, na semana passada, a linha seis de metrô de São Paulo (em parceria com outros investidores), e agora a BR-163 (MT), a estrutura de capital da Odebrecht Transport não é uma preocupação para a direção da companhia, segundo salientou o diretor de Rodovias da empresa, Renato Mello. "Temos uma equação macroeconômica muito bem estruturada, não investimos sem antes definir fonte por fonte, então não existe preocupação com estrutura de capital", disse.

Questionado se a companhia seguiria com apetite para participar dos próximos leilões de concessões, mesmo após incorporar diversos projetos neste ano, ele indicou que sim. "Sempre vamos atrás de bons projetos, se houver um bom projeto e acreditarmos nele, pode ter certeza que estaremos perseguindo este projeto", afirmou.

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