Oferta da Brazil Pharma sai a R$ 17,25 por ação

Desafiando o mau humor do mercado, a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da Brazil Pharma teve demanda suficiente para viabilizar a operação. O papel da rede de farmácias saiu ao preço de R$ 17,25, pouco abaixo do centro da faixa indicativa, que ia dos R$ 16,25 aos R$ 19,25. Com isso, a operação movimenta até R$ 465,750 milhões, conforme o registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

LUCIANA COLLET E BETH MOREIRA, Agencia Estado

22 de junho de 2011 | 19h14

Fontes ouvidas pela Agência Estado já indicavam que a oferta seria bem sucedida, inclusive porque o BTG Pactual, um dos coordenadores da oferta, tem participação na empresa, e fundos de private equity da instituição deveriam entrar forte na compra de papéis, garantindo demanda.

A oferta da Brazil Pharma é restrita a investidores institucionais locais e estrangeiros. Os atuais acionistas, inclusive os controladores, têm direito de preferência proporcionalmente à participação que possuem na companhia, até o valor de R$ 30 milhões.

Pelos números registrados na CVM, a empresa conseguiu colocar o lote principal, de 20 milhões de ações ordinárias, e os lotes extras, de 3 milhões de ações (suplementar) e 4 milhões de papéis (adicional). Se o lote suplementar não for exercido, a oferta pode ser reduzida em R$ 51,75 milhões.

A empresa pretende investir 70% dos recursos obtidos em aquisições de novas redes de drogarias e farmácias, capital de giro e para abertura de novas lojas.

A estreia das ações da Brazil Pharma no pregão da BM&FBovespa está prevista para a próxima segunda-feira (dia 27), sob o código "BPHA3". O BTG Pactual é o coordenador líder do IPO. O banco atua na operação ao lado de Morgan Stanley e Bradesco BBI.

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