Oferta de empregos está crescendo em todos os setores, diz Lupi

Segundo ministro do Trabalho, aumento da oferta de trabalhos com renda até cinco salários mínimos, não significa que não haja demanda por trabalhadores mais qualificados

Daniela Amorim, da Agência Estado,

27 de junho de 2011 | 17h39

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que o Brasil tem gerado mais empregos com renda até cinco salários mínimos, mas que isso não significa que não haja demanda por trabalhadores mais qualificados. Segundo ele, a explicação para o maior volume de empregos com renda mais baixa é explicada pela expansão de setores como a construção civil, comércio e serviços.

"Estamos vendo que (o emprego) está crescendo em todos os setores, inclusive na indústria de transformação", disse Lupi. "Está crescendo bem, apesar de que alguns setores, como construção civil, comércio e serviços, proporcionalmente, têm um crescimento maior".

O ministro reafirmou a intenção de criar um índice para medir a situação do emprego no País. Segundo ele, a Pesquisa Mensal do Emprego, conduzida pelo IBGE, é pouco abrangente, por se concentrar apenas em sete regiões metropolitanas.

"Queremos uma fotografia do que está acontecendo no mercado de trabalho brasileiro, porque nós sempre trabalhamos com números divulgados por pesquisas", contou Lupi, dizendo que a intenção é fazer um levantamento por tipo de emprego. "Queremos saber quem está conseguindo emprego, quem não está e por que não está". Segundo ele, há geração de vagas que não são ocupadas por falta de trabalhador qualificado. "Precisamos atender a essa demanda real", acrescentou.

Lupi participou do lançamento do programa Projovem Trabalhador, no Palácio da Cidade, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A parceria entre a prefeitura do Rio e o governo federal tem o objetivo de qualificar jovens de baixa renda. O projeto pretende formar ainda este ano cinco mil jovens, entre 18 e 29 anos, para trabalhar em áreas estratégicas para a cidade, como call center, tecnologia da informação, construção civil e hotelaria.

O ministro estima o investimento do ministério em R$ 10 milhões. A prefeitura do Rio entraria com outros R$ 2 milhões. Participaram ainda da assinatura do acordo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o secretário municipal de Trabalho, Augusto Ribeiro.

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