OGX começa a negociar com credor externo

Ao mesmo tempo em que finalizava o recurso à decisão da Justiça do Rio de não incluir duas subsidiárias no exterior em seu pedido de recuperação judicial, a petroleira OGX, do grupo do empresário Eike Batista, confirmou, na terça-feira, 26, a retomada das negociações com seus credores externos detentores de bônus. Advogados da empresa entraram com o recurso na noite de ontem na Justiça do Rio.

VINICIUS NEDER E MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

27 de novembro de 2013 | 09h28

Segundo o presidente da companhia, Paulo Narcélio, um acordo com os credores será importante para a aprovação do plano de recuperação. Em meio a reclamações de acionistas minoritários frustrados com uma assembleia extraordinária que não foi realizada por falta de quórum, Narcélio demonstrou confiança no acordo. ?Já tem um time lá (em Nova York) tentando elaborar um pré-acordo com esses credores, o que facilitaria certamente a aprovação do plano (de recuperação)?, disse o executivo a acionistas.

As consultorias Blackstone e Lazard seguem assessorando a OGX nas negociações com os credores externos. A petroleira de Eike deve US$ 3,6 bilhões em títulos emitidos no exterior.

Ao recusar a recuperação das subsidiárias, o juiz dificultou a inclusão dessa dívida na reestruturação. Segundo o advogado Fábio Robalinho, do escritório Sergio Bermudes, a inclusão de subsidiárias estrangeiras em processos de recuperação judicial é comum nos Estados Unidos. Outros países, como a Áustria, onde estão localizadas as subsidiárias da OGX, também caminham nessa direção.

Narcélio também disse ontem que a empresa está trabalhando no plano de recuperação, a ser aprovado pelos credores. ?A companhia, tendo ativos suficientes para se recuperar, torna mais fácil a aprovação dos credores?. A OGX realizou ontem duas assembleias, no Rio. Na primeira, de manhã, foi aprovada a venda da OGX Maranhão, operação anunciada em 31 de outubro, dia seguinte ao pedido de recuperação judicial.

Na segunda à tarde, a pauta era maior, incluindo a ratificação do pedido de recuperação judicial, a mudança de nome (para Óleo e Gás Brasil) e do endereço, bem como a apresentação aos acionistas de um plano de agrupar as ações. Esta segunda parte não aconteceu por falta de quórum. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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