OGX compra fatia da Maersk; torna-se operadora

A brasileira OGX, empresa de petróleo integrante do conglomerado do bilionário Eike Batista, anunciou nesta terça-feira que adquiriu participação de 20 por cento da Maersk Oil nos blocos BM-C-37 e BM-C-38, na bacia de Campos, tornando-se operadora dos projetos, com fatia de 70 por cento.

REUTERS

20 de março de 2012 | 15h28

A dinamarquesa Maersk reduziu sua participação a 30 por cento.

Por volta das 12h, as ações da OGX operavam em queda de 1,5 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1 por cento, e o petróleo nos EUA perdia 1,5 por cento.

Os valores da aquisição não foram revelados.

Os blocos estão situados em águas rasas, informou a companhia do grupo EBX, em comunicado ao mercado.

A empresa pretende perfurar seis poços nos blocos para "confirmar a extensão de acumulações descobertas, além de testar a existência de prospectos ainda não perfurados".

A OGX possui participação em sete blocos exploratórios na bacia de Campos que totalizam 1.177 quilômetros quadrados, passando a ser operadora de todos eles, informou a empresa.

É na bacia de Campos que está a acumulação de "Waimea" (bloco BM-C-41), na qual ocorreu a produção do primeiro óleo da OGX .

"Como operadores, intensificaremos a campanha de perfuração com foco na delimitação de descobertas já realizadas bem como na perfuração de novos poços pioneiros", afirmou no comunicado o diretor geral e de exploração da OGX, Paulo Mendonça.

Na semana passada o empresário Eike Batista, acionista controlador da OGX, disse que pretendia aumentar sua participação nos blocos, pois o potencial de produção de petróleo das áreas é "enorme" e melhor que o esperado, disse ele.

A companhia, baseada no Rio de Janeiro, é a segunda maior empresa de petróleo em valor de mercado do Brasil, e espera produzir 1,4 milhão de barris por dia de petróleo até 2020, mais da metade da atual produção do país.

A Maersk afirmou em nota que tem investido consideravelmente na compra de ativos no Brasil, e que a venda faz parte da estratégia normal de gerenciamento de portfólio da companhia.

A companhia disse também que o investimento no Brasil é prioridade e que está atenta às oportunidades de negócios que surgirem.

(Por Diogo Ferreira Gomes e Leila Coimbra)

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