OGX deverá exportar US$ 60 bilhões em 2020, diz Eike Batista

Segundo empresário, já em 2015, a companhia estará exportando de US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões

Mônica Ciarelli e Sabrina Valle, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 17h07

A OGX, empresa de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, deve exportar em torno de US$ 60 bilhões em petróleo e gás em 2020. A previsão foi feita por Batista durante o seminário Rio Investors Day. Segundo ele, a companhia estará exportando US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões em 2015. "Essa história de petróleo brasileiro é real", ressaltou.

O empresário calcula ainda que os negócios do grupo mais os investimentos que eles atraem já somam US$ 40 bilhões. Segundo Eike Batista, essa cifra pode chegar a US$ 80 bilhões com as expansões que ainda serão feitas.

Na palestra, Batista citou ainda que os portos no Brasil não dão conta do crescimento da economia brasileira e acabam elevando o custo Brasil.

Investimento estrangeiro 

O empresário disse ainda acreditar que a 11ª Rodada de Licitação de áreas de petróleo e gás da Agência Nacional de Petróleo (ANP) vai atrair muitos investidores estrangeiros. "Vai ser um show de novo", afirmou o executivo, ao elogiar o trabalho das agências reguladoras no País.

Batista previu que a produção nacional de petróleo deve alcançar seis milhões de barris de petróleo, sendo que 3,5 milhões virão da Petrobrás e da OGX. "O restante virá da produção de empresas estrangeiras. Ao atingir essa capacidade de produção, o Brasil deve subir muitas posições no ranking mundial", afirmou Eike.

Manifestações

Sobre as manifestações contrárias à construção do Superporto do Açu, no norte do Rio de Janeiro, o empresário classificou-as como "campanhas políticas". No mês passado, um grupo local fechou uma estrada de acesso ao porto para criticar a política de desapropriação comandada pelo governo do Estado. Na região comenta-se que uma nova manifestação estaria sendo preparada.

O executivo, porém, não quis revelar quais seriam os interesses políticos envolvidos. "Não quero e para mim não interessa definir quem é. O importante é o que estamos fazendo", disse, destacando o trabalho social nos vários projetos onde atua. Ele lembrou que vem construindo casas de 70 metros a 100 metros quadrados para a população local, que será desapropriada. "Não me meto em política. O que me cabe é fazer a coisa certa", afirmou.

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