OGX estréia no Novo Mercado e ações disparam 19%

Demanda total pelos papéis da companhia chega a US$ 30 bi; oferta inicial de ações foi a maior do País

MARCELO TEIXEIRA, REUTERS

13 de junho de 2008 | 10h50

O empresário Eike Batista, presidente do conselho da OGX Petróleo e Gás, que estreiou nesta sexta-feira, 13, na Bovespa, disse que a demanda total pelos papéis da companhia chegou a US$ 30 bilhões. As ações da OGX dispararam 19% na estréia, mas logo depois perderam um pouco de força. Por volta das 10h40, as ações operavam em alta de 10,52 por cento, cotadas a 1.250 reais. A OGX é a centésima empresa no Novo Mercado, segmento de negociação que exige mais transparência e respeito aos acionistas e que precedeu o maior ciclo de expansão do mercado de capitais do País.   Veja também:Bovespa festeja Novo Mercado, mas 'upgrade' é bem-vindo  O empresário atribuiu o bom desempenho da oferta inicial de ações da empresa -- a maior do Brasil, captando R$ 6,7 bilhões -- à qualidade dos profissionais que foram contratados e à transparência que tem sido seguida pelas outras empresas do grupo já listadas na bolsa.  Criado em 2001 com o objetivo de restabelecer o interesse dos investidores num mercado mundialmente conhecido pela falta de proteção aos minoritários, o Novo Mercado passou por uma reforma em 2006, que ampliou os direitos a essa classe de acionistas. "Eu achava que (a demanda) poderia chegar a algo como US$ 20 bilhões, mas foi acima do que esperávamos", disse Batista em evento na Bovespa que marcou o primeiro dia de negociação dos papéis da OGX. Segundo ele, cerca de 360 fundos de investimentos, do Brasil e do exterior, participaram da abertura de capital da empresa. "Os investidores se sentem seguros em se associar a empresas comprometidas com princípios de transparência", disse ele. A OGX faz parte do Novo Mercado da Bovespa, que adota os princípios mais rígidos de governança corporativa. A empresa arrematou no último leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) concessões que lhe dão o direito de operar em 21 blocos de exploração de petróleo e gás nas bacias de Campos e Santos. São áreas em águas rasas, que possuem custos de operação relativamente menores que os blocos em águas profundas. Batista afirmou que a empresa já contratou três embarcações para realizar estudos de sísmica nas áreas em que vai operar, com o objetivo de aprimorar o conhecimento das reservas. O empresário afirmou ainda que pretende criar uma nova empresa que vai atuar em construção naval, com objetivo de suprir a demanda futura da OGX por embarcações de apoio nas atividades de exploração e produção. Ele explicou que para esse fim já está em negociação com duas empresas, uma dos Estados Unidos e outra da Noruega, e que tem três possíveis locais em análise para a instalação dos estaleiros.

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