OGX vai emitir US$ 1,063 bilhão no exterior em papéis de 10 anos

Os títulos pagarão juros de 8,375% ao ano, semestralmente, sempre nos meses de abril e outubro

Agência Estado,

27 de março de 2012 | 22h20

SÃO PAULO - A OGX informou há pouco a emissão e colocação de títulos de dívida no exterior (Senior Unsecured Notes, "Notes"), no valor total de US$ 1,063 bilhão. As Notes vencerão em 1 de abril de 2022 e pagarão juros de 8,375% ao ano, semestralmente, sempre nos meses de abril e outubro.

Os recursos líquidos provenientes da emissão das Notes, somados à posição de caixa em 31 de dezembro de 2011 e o financiamento de R$ 600 milhões obtidos através da OGX Maranhão totalizam uma liquidez de aproximadamente US$ 4,4 bilhões para a OGX, suficientes para suportar investimentos em nosso plano de negócios até a Companhia gerar fluxo de caixa líquido.

Essa captação assegura os recursos necessários para o programa de investimentos da OGX, incluindo a completação submarina de todos os poços produtores até o final de 2013, incremento de capex exploratório nos blocos BM-C-37 e BM-C-38, onde recentemente a OGX aumentou participação e se tornou operadora, e campanha de delimitação da recente descoberta do pré-sal em águas rasas da Bacia de Santos, mantendo ainda uma posição de caixa para potencialmente financiar parcerias e novas rodadas de licitação.

As Notes não foram registradas conforme Securities Act de 1933 e serão ofertadas para investidores institucionais qualificados, nos Estados Unidos, definidos em conformidade com o disposto na "Rule 144A" do Securities Act, e nos demais países, exceto Estados Unidos e Brasil, com base na "Regulation S". 

Gás

As siderúrgicas Ternium e Wisco estão aguardando uma definição da OGX sobre o fornecimento de gás a seus projetos para desembarcar de vez no Complexo Industrial do Porto do Açu, empreendimento que a LLX está construindo em São João da Barra, no norte fluminense.

"Por razões de meio ambiente, as novas siderúrgicas precisam ser alimentadas com gás. A nossa descoberta de Santos é que vai ser o motor propulsor das siderúrgicas", disse Eike antes de receber um prêmio em evento organizado pelo jornal O Globo, no Rio. "A Ternium está pronta. Ela só quer acertar o contrato de gás com a gente."

Segundo ele, sua empresa vai demorar até o fim do ano - outubro ou novembro - para definir as quantidades de gás que poderá levar para o Açu a partir de seus próprios campos. O executivo disse que construirá um pipeline (duto) de 400 quilômetros para levar o insumo até o local onde pretendem se instalar as siderúrgicas. 

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