Oi aponta vantagens na fusão com Portugal Telecom

O presidente da Oi, Zeinal Bava, afirmou nesta quarta-feira, 26, que a fusão da companhia com a Portugal Telecom, anunciada em outubro, trará quatro vantagens "muito importantes". A empresa realiza na quinta-feira, 27, assembleia geral extraordinária, no Rio, em que serão votados pontos importantes do processo de fusão, como a aprovação do laudo de avaliação dos bens da PT, que farão parte do aumento de capital da companhia.

MARIANA SALLOWICZ, Agencia Estado

26 de março de 2014 | 14h50

"Acreditamos que essa fusão tem quatro vantagens muito importantes. Os acionistas devem aproveitar o tempo para decidir amanhã. Nós respeitaremos qualquer que for essa decisão", afirmou Bava, em evento de anúncio de parceria com a Rede Globo e Globosat.

A primeira vantagem apontada é a mudança da companhia para o Novo Mercado, segmento de maior transparência da Bolsa. O executivo comentou que haverá simplificação da estrutura de capital. "Deixaremos de ter uma estrutura de capital muito complexa e vamos passar a ser uma empresa muito simples de analisar, de investir".

Outro ponto que Bava destaca é que a governança da empresa "vai mudar substancialmente". Depois, destaca que a aliança industrial da Portugal Telecom e da Oi tem "potencial enorme de cristalizar valor de sinergia". "Essa cristalização só vai acontecer se as empresas forem uma. Por isso, as sinergias dessa operação serão de R$ 5,5 bilhões, sendo que operacionais são R$ 3,3 bilhões e financeiras são R$ 2,2 bilhões. Ao fazer essa transação vamos poder correr atrás dessas sinergias e criar valor ao acionistas", afirmou.

Já a última vantagem é que "vamos poder capitalizar a companhia e por meio delacontinuar a trabalhar para reduzir a alavancagem e o nosso risco financeiro", disse.

Presidente da Oi diz que é preciso respeitar decisões de reguladores JÁ NO EMPRESA E SETORES -

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Rio, 26/03/2014 - O presidente da Oi, Zeinal Bava, evitou nesta quarta-feira fazer comentários sobre a decisão ontem do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas afirmou que é preciso respeitar os posicionamentos de reguladores. "Não gosto de comentar a decisão de reguladores, acho que são supremos e têm equipes muito boas e percebem os assuntos. Temos que respeitar as decisões que o regulador toma, muitas vezes a favor, outras contra", disse.

Em decisão contrária a pedidos de acionistas minoritários da companhia, o colegiado da CVM determinou em reunião que os controladores da Oi podem votar sobre o laudo de avaliação dos bens da Portugal Telecom, que entrarão no aumento de capital da companhia. Trata-se de uma etapa fundamental para tirar do papel a fusão das companhias.

A instância máxima da autarquia também se posicionou contrária ao pedido de interrupção da assembleia geral extraordinária (AGE) da Oi, marcada para esta quinta-feira. A solicitação foi feita no último dia 17 pela gestora de recursos Tempo Capital, uma das acionistas minoritárias da companhia.

A AGE irá definir pontos fundamentais para o processo de fusão da companhia com a Portugal Telecom, anunciado em outubro do ano passado. Será votada a aprovação do aumento de capital da Oi. Outro tema que será analisado é a aprovação do laudo de avaliação dos bens da empresa portuguesa. Um grupo de minoritários defende que os controladores não votem sobre o laudo, alegando conflito de interesses.(Mariana Sallowicz - mariana.sallowicz@estadao.com)

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