Oi lucra R$ 172 milhões no terceiro trimestre

A operadora de telefonia Oi registrou lucro líquido de R$ 172 milhões no terceiro trimestre. O resultado representa uma queda de 70,7% sobre os ganhos registrados entre julho e setembro de 2012 (R$ 587 milhões). De acordo com a companhia, a queda no lucro líquido foi determinada pelo aumento das despesas financeiras no terceiro trimestre e pelo menor Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) no período.

MARCELO RIBEIRO SILVA, FÁTIMA LARANJEIRA E RODRIGO PETRY, Agencia Estado

13 de novembro de 2013 | 10h29

O Ebitda da companhia atingiu R$ 2,139 bilhões, queda de 2,3% sobre o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda recuou 1 ponto porcentual, para 30,1%. A receita líquida da empresa da companhia somou R$ 7,099 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 0,8% em comparação com o verificado entre julho e setembro de 2012 (R$ 7,041 bilhões).

O Ebitda ficou 9,7% acima das estimativas de sete instituições financeiras consultadas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado (Bradesco, Citi, Credit Suisse, Goldman Sachs, Itaú, JPMorgan e Morgan Stanley). Já a receita líquida somou R$ 7,099 bilhões de julho a setembro, alta de 0,8%, ficando em linha com as estimativas de R$ 7,120 bilhões.

Não havia consenso dos analistas quanto ao lucro, que foi de R$ 172 milhões no terceiro trimestre, queda de 70,7% frente aos ganhos registrados entre julho e setembro de 2012. Das sete casas, quatro projetaram lucro e três prejuízo para a companhia. As projeções iam de um lucro líquido de R$ 186 milhões até um prejuízo líquido de R$ 118 milhões.

O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Dívida líquida

A Oi registrou uma posição de dívida líquida de R$ 29,295 bilhões no terceiro trimestre, o que representou uma queda de 0,7% sobre o montante do final do segundo trimestre deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, a dívida líquida apresentou alta de 19,7%.

Segundo a empresa, a queda da dívida sobre o segundo trimestre reflete iniciativas que visam melhorar a geração de fluxo de caixa e a eficiência operacional. A operadora destacou a alta do Ebitda pelo aumento das receitas e o foco na eficiência operacional; a melhora no capital de giro devido principalmente ao foco no pré-pago e a maior eficiência nos processos de crédito e cobrança; e a redução dos depósitos judiciais.

A dívida bruta consolidada da companhia encerrou setembro de 2013 em R$ 34 bilhões, um aumento de 1,4% quando comparada ao trimestre anterior. Segundo a empresa, o perfil de sua dívida ao final terceiro trimestre era de um prazo médio de 4,4 anos.

Do total da dívida, 41,3% estão em moeda estrangeira, mas ao final de setembro 0,5% da dívida bruta, equivalente a R$ 167 milhões, apresentava alguma exposição às flutuações cambiais.

A Oi registrou um resultado financeiro líquido com perdas de R$ 818 milhões no terceiro trimestre, o que representou uma queda de 6,1% sobre as perdas registradas no segundo trimestre deste ano, de R$ 871 milhões. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve uma alta de 47,6%, de acordo com o relatório de administração da companhia.

Segundo a empresa, o resultado financeiro líquido recuou na comparação ao trimestre imediatamente anterior, principalmente, pela performance cambial mais estável do real frente ao dólar e ao euro, associado a uma menor exposição à moeda estrangeira na dívida da companhia. Isso contribuiu, afirma a empresa, para a redução de 20% frente ao segundo trimestre da linha de resultado cambial líquido.

Já a redução na linha de juros líquidos de 2,5% em relação ao trimestre anterior, para R$ 513 milhões, ocorreu devido a menores despesas de juros relacionados ao IPCA e TJLP, parcialmente compensadas pelo aumento da taxa Selic pelo Banco Central em 1,5 pontos porcentual no período.

Segundo a empresa, o lucro líquido de R$ 172 milhões no terceiro trimestre deste ano melhorou em relação ao prejuízo de R$ 124 milhões do segundo trimestre deste ano em razão do aumento da receita líquida e do Ebitda aliado à melhora no resultado financeiro. Na comparação anual, a queda de 70,7% se deve ao menor Ebitda e às maiores despesas financeiras deste trimestre.

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