Oi registra prejuízo de R$ 124 milhões no 2º trimestre

Analistas esperavam lucro no trimestre; a operadora registrou um crescimento de 25,3% da dívida líquida  

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

14 de agosto de 2013 | 08h13

A Oi contrariou as expectativas dos analistas no segundo trimestre deste ano, que projetavam em média um lucro líquido de R$ 315,7 milhões, ao registrar prejuízo líquido de R$ 124 milhões. Foram consideradas para a média as projeções de Itaú BBA, HSBC, Credit Suisse e Bank of America Merrill Lynch (BofA).

O Ebitda reportado pela empresa, de R$ 1,797 bilhão, também veio abaixo da projeção média do mercado, que era de R$ 2,221 bilhões (-19%). Já a receita líquida somou R$ 7,073 bilhões, resultado em linha com a expectativa, que era de R$ 7,094 bilhões. O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. considera o resultado em linha quando fica 5% acima ou abaixo das expectativas.

A operadora de telefonia Oi registrou um crescimento de 25,3% da dívida líquida no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 29,489 bilhões, segundo relatório de administração que acompanha o balanço da companhia. A posição de caixa disponível apresentou uma queda de 50% no período, para R$ 4,092 bilhões.

Segundo a empresa, em relação ao primeiro trimestre deste ano, o aumento da dívida líquida se deve, principalmente, à variação do capital de giro decorrente do pagamento das licenças 3G (R$ 498 milhões) e 4G (R$ 332 milhões), pagamento de Fistel de manutenção (R$ 652 milhões) e do pagamento bianual da concessão do STFC (R$ 228 milhões).

A Oi acrescentou que o aumento da dívida foi impactado também pelo cenário adverso macroeconômico (desvalorização cambial e aumento da taxa de juros) no resultado financeiro e antecipação do montante da cessão do direito de uso de aproximadamente 4.200 torres de telefonia fixa, com contrato assinado em abril deste ano, de R$ 1,1 bilhão.

Prejuízo

Segundo a Oi, o prejuízo líquido do segundo trimestre, revertendo lucro do mesmo período do ano passado, foi influenciado pelo menor Ebitda no trimestre e maiores despesas financeiras devido à desvalorização do real e ao aumento do juros. A operadora informou que o Ebitda foi impactado por maiores despesas com provisões para devedores duvidosos (alta de 97%) e maiores despesas comerciais e de pessoal.

De acordo com a empresa, o resultado financeiro somou despesas de R$ 871 milhões no segundo trimestre deste ano, ante perdas de R$ 692 milhões do mesmo período do ano passado, alta de 25,8%. "Tal performance é explicada pelo efeito da desvalorização do real e pela alta da taxa básica de juros no período", explica o relatório.

A Oi destacou que o impacto no resultado cambial é explicado pelos efeitos de hedge (marcação a mercado dos derivativos) e pelo impacto da desvalorização do real frente ao dólar e ao euro no trimestre, com variações de 10,0% e 11,5%, respectivamente, sobre a parcela de 1,2% da dívida bruta da companhia exposta à moeda estrangeira.

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