Oi registra prejuízo de R$ 395 mi no 1º trimestre

O Grupo Oi registrou no primeiro trimestre de 2011 um prejuízo líquido consolidado de R$ 395 milhões, ante o lucro de R$ 518 milhões do mesmo período de 2010. Os dados reúnem as operações da Tele Norte Leste Participações (TNLP) e de suas controladas Telemar Norte Leste (TMAR) e Brasil Telecom (BrT), no padrão internacional de contabilidade (IFRS).

LUANA PAVANI, Agencia Estado

29 de abril de 2011 | 08h17

Nos três primeiros meses de 2011, a receita líquida da empresa de telefonia caiu 7,1%, para R$ 6,933 bilhões, ante os R$ 7,463 bilhões do intervalo de janeiro a março de 2010. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,985 bilhão, o que representa um recuo de 21,8% ante o apurado no primeiro trimestre de 2010. A margem Ebitda caiu de 34,0% para 28,6%.

A dívida líquida da Oi recuou 32,3%, para R$ 14,390 bilhões, ante os R$ 21,270 bilhões do mesmo intervalo de 2010. A alavancagem, medida pela razão entre dívida líquida e Ebitda, caiu para 1,5 vez, ante o resultado de 2,2 vezes do primeiro trimestre de 2010.

Adições líquidas

A base de assinantes da Oi cresceu 6,1%, para 66,043 milhões, puxada pelo avanço em telefonia móvel (de 13,3%, para 41,472 milhões de clientes de celular). As adições líquidas em telefonia móvel no período foram de 2,2 milhões de clientes, resultado de adições brutas de 5,3 milhões e desconexões (churn) de 3,1 milhões de usuários. Dos 4,9 milhões de novos usuários, 48% vieram da Região I, 32% da Região III e 20% da Região II.

Dessas adições líquidas, 93% se concentram na modalidade de celular pré-pago. A base de assinantes nesse segmento totaliza 34,634 milhões, ou 83,5% da base total de usuários da Oi - praticamente estável ante o índice do primeiro trimestre de 2010. O crescimento em pré-pagos foi de 13% ante o intervalo de janeiro a março de 2010, enquanto em pós-pago o aumento foi de 5,1%, para 4,663 milhões de assinantes.

Houve evolução também nos serviços de banda larga fixa, de 5,8%, para 4,513 milhões de unidades geradoras de receita no primeiro trimestre deste ano em relação ao do ano anterior. Em TV por assinatura, houve crescimento de 9,9% na mesma comparação, para 311 mil assinantes. O número de linhas fixas em serviço caiu 6,3% no primeiro trimestre, para 19,747 milhões.

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