Oi reverte lucro e tem prejuízo de R$ 395 milhões no 1º trimestre

Receita líquida do grupo caiu 7,1% para R$ 6,9 bi; dados reúnem operações de Tele Norte Leste Participações e suas controladas Telemar Norte Leste e Brasil Telecom

Luana Pavani e Sabrina Valle, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 07h52

O Grupo Oi registro no primeiro trimestre de 2011 prejuízo líquido consolidado de R$ 395 milhões, ante lucro de R$ 518 milhões no mesmo período de 2010. Os dados reúnem as operações de Tele Norte Leste Participações (TNLP) e suas controladas Telemar Norte Leste (TMAR) e Brasil Telecom (BrT), no padrão internacional de contabilidade (IFRS).

A receita líquida da Oi caiu 7,1% para R$ 6,933 bilhões, de R$ 7,463 bilhões no intervalo de janeiro a março de 2010. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ficou em R$ 1,985 bilhão, um recuo de 21,8% sobre os R$ 2,537 bilhões do primeiro trimestre de 2010. A margem Ebitda caiu para 28,6%, de 34% em igual comparação, ou seja, 5,4 pontos porcentuais menor.

A dívida líquida caiu 32,3% para R$ 14,390 bilhões - era de R$ 21,270 bilhões no mesmo intervalo de 2010 -, e a alavancagem, medida pela razão dívida líquida/Ebitda caiu para 1,5 vez de 2,2 vezes no primeiro trimestre de 2010.

A Oi atribui o prejuízo líquido consolidado de R$ 395 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante lucro de R$ 518 milhões no mesmo período de 2010, a despesas financeiras não recorrentes. O diretor de Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, afirmou que houve uma decisão judicial recente referente a valores incluídos nos sistema de parcelamento especial de 2003, num total que será incluído no Refis 4, novo programa de parcelamento para o qual a companhia migrou seus débitos.

Além disso, ele destaca que foi feita uma padronização na Brasil Telecom para o cálculo da estimativa de provisões trabalhistas adotadas na Telemar Norte Leste e uma revisão do cálculo da atualização monetária sob depósitos judiciais.

"Juntas essas despesas somaram R$ 600 milhões e foram diretamente responsáveis pelo resultado negativo de janeiro a março. Essas despesas não são recorrentes, portanto não vão se repetir nos próximos trimestres", afirmou em teleconferência com jornalistas para comentar o resultado.

De acordo com Zornig, sem essas despesas não recorrentes o resultado seria positivo em R$ 300 milhões.

Adições líquidas

A base de assinantes cresceu 6,1% para 66,043 milhões, puxada pelo avanço em telefonia móvel - este foi de 13,3%, para 41,472 milhões de clientes de celular. As adições líquidas em telefonia móvel no período foram de 2,2 milhões de clientes, resultado de adições brutas de 5,3 milhões e desconexões (churn) de 3,1 milhões de usuários. Dos 4,9 milhões de novos usuários, 48% vieram da Região I, 32% da Região III e 20% da Região II.

Dessas adições líquidas 93% se concentram na modalidade de celular pré-pago. A base de assinantes nesse segmento totaliza 34,634 milhões, ou 83,5% da base total de usuários da Oi - praticamente estável ante o índice do primeiro trimestre de 2010. O crescimento em pré-pago foi de 13% sobre o intervalo de janeiro a março de 2010, enquanto em pós-pago o aumento foi de 5,1%, para 4,663 milhões de assinantes.

Houve evolução também nos serviços de banda larga fixa, de 5,8%, para 4,513 milhões de unidades geradoras de receita no primeiro trimestre deste ano em relação ao do ano anterior; e em TV por assinatura, de 9,9% na mesma comparação, para 311 mil assinantes. Já o número de linhas fixas em serviço caiu 6,3%, para 19,747 milhões no primeiro trimestre.

(Texto atualizado às 9h44)

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